Moradores de Brumadinho são desapropriados de terrenos sem aviso prévio

Por Rádio Bandeirantes

Parte dos moradores afetados pelo crime da Vale em Brumadinho denuncia que foi desapropriada de terrenos sem aviso prévio e sem ouvir uma proposta da mineradora, dona da barragem que rompeu e deixou 254 mortos em 2019.

Uma das atingidas é a moradora Claudia Saraiva, da comunidade de "Almorreimas", que fica a cerca de dois quilômetros do local da tragédia. A família afirma que houve violações de direitos, já que foi desapropriada sem nunca ter sido procurada pela Vale ou por representantes do poder público.

Segundo Claudia, o Governo Mineiro desapropriou tudo que estava em uma área de 32 mil metros. Desde então, os moradores estão proibidos de entrar nos terrenos, que eram utilizados para plantar milho, feijão, além de pastagem para o gado.

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A Copasa, Companhia estatal de Saneamento de Minas, diz que precisava dos terrenos para construir um novo ponto de captação de água no Rio Paraopeba, um dos responsáveis por abastecer Belo Horizonte.

As obras estão sendo pagas pela Vale como forma de reparação pelo rompimento, após um acordo assinado entre a mineradora e o Ministério Público Estadual. A empresa afirma que a negociação sobre os terrenos é de competência da mineradora, que diz ter tentado negociar com os moradores.

Claudia, no entanto, afirma que foi procurada só depois que já tinha sido retirada do terreno.

Nesta quinta-feira (5), a Justiça determinou que a Vale pague 48 milhões de reais para bancar estudos de assessorias técnicas que vão determinar os prejuízos provocados pela tragédia. Mais de um ano depois, ninguém da mineradora ou da TUV SUD, que disse que a barragem era segura, está preso.

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