Mulher sente que SP está mais violenta

Por Metro Jornal

Pesquisa feita pela Rede Nossa São Paulo mostra que 83% das mulheres consideram que a violência na capital paulista cresceu no último ano. E não é para menos. Entre agosto de 2018 e o mesmo mês de 2019, houve um aumento de 51% em casos de violência contra mulheres.

E o assédio é um dos pontos que causam medo. De acordo com o levantamento, 63% das mulheres já foram assediadas e elas se sentem mais em risco nos transportes públicos (46%) e na rua (24%). Esse medo não é à toa, já que 43% afirmam que sofreram assédio em transportes coletivos e 31% que já foram abordadas de forma desrespeitosa.

Ana Carolina Oliveira, estudante de 20 anos, relata que não gosta de andar sozinha devido a certos assédios no seu dia a dia. “Uma buzinada de carro, um assobio desnecessário ou até mesmo um elogio sem cabimento… Fora o medo de ser assaltada.”

Na rua, 51% das mulheres têm medo de andar a pé durante a noite. É o caso da estudante Letícia Fernanda Brito, 20 anos, que afirma que se sente insegura de andar sozinha. “Na maioria das vezes muitos homens mexem comigo e isso me dá insegurança porque me sinto mais vulnerável nas ruas”, conta ela.

A violência doméstica e familiar também é apontada como um problema, e 50% das mulheres acreditam que uma das melhores medidas para combatê-la seria o aumento das penas ou agilizar o processo de investigação das denúncias (43%).

Para denunciar violências, três em cada dez paulistanas afirmam que preferem fazer por meio de apps, 25% se sentem mais confortáveis em fazer por telefone e 21% preferem ir até delegacias voltadas para as mulheres.

Secretaria avalia ampliar atendimento

A Secretaria de Segurança Pública afirmou, em nota, que estuda a ampliação do atendimento das Delegacias de Defesa da Mulher em todo o estado. A Polícia Militar também lançou o app SOS Mulher, que prioriza o atendimento a vítimas com medidas protetivas e desloca equipes policiais ao local da ocorrência.

A SPTrans informou em nota que, desde 2017, treinou 150 mil motoristas, cobradores e fiscais de ônibus para atendimento aos passageiros, abordando o abuso sexual, e pede que, caso haja algum caso no veículo, o motorista ou cobrador sejam avisados para tomarem as providências cabíveis.  

Loading...
Revisa el siguiente artículo