Chilenos voltam a protestar; quase 300 são detidos

Por Metro Jornal

Todos os anos, a primeira segunda-feira de março é considerada no Chile o dia oficial de volta geral às atividades produtivas no país, após terminadas as férias de verão. Neste 2020, o ano “começou” com manifestações, 283 pessoas detidas e 76 policiais feridos após milhares de chilenos irem às ruas na noite da última segunda-feira protestar contra o governo de Sabastián Piñera.

Violentos confrontos com a polícia, ataques a transportes públicos e saques a lojas começaram de noite e terminaram somente ontem de manhã. Os manifestantes forçaram a interdição de várias estações do metrô e linhas de ônibus e atearam fogo em barricadas em ruas de Santiago, a capital. Antofagasta, Temuco e Concepción também tiveram episódios de violência.

O começo de tudo

Os primeiros protestos no Chile ocorreram em outubro do ano passado. A princípio, contra o aumento das tarifas do metrô de Santiago, mas rapidamente se transformaram em uma reivindicação generalizada de reformas sociais. Desde então, ao menos 31 pessoas morreram, milhares ficaram feridas e dezenas de milhares foram presas.

Piñera decretou estado de emergência logo depois dos primeiros protestos, levando os militares às ruas pela primeira vez desde o fim do governo do ditador Augusto Pinochet (1973-1990).

O que vem por aí

Circula pelas redes sociais um extenso calendário de manifestações, com atividades ao longo de quase todos os dias deste mês. Começando por uma grande marcha no próximo domingo, Dia Internacional da Mulher, e uma paralisação feminista na segunda-feira.  

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