Coronavírus pode levar a cancelamento de cirurgias

Por Metro Jornal

A chegada ao país do novo coronavírus, que teve seu segundo caso confirmado em São Paulo no último sábado (29), está fazendo as secretarias estaduais de Saúde se prepararem para enfrentar um eventual agravamento do quadro, planejando atendimento domiciliar e até a suspensão de tratamentos e cirurgias agendadas para a liberação eventual de leitos na rede hospitalar.

A estrutura de saúde brasileira está no nível “perigo iminente”, um estágio abaixo do limite para a declaração de emergência por circulação por contaminação interna da doença no país. Por ora, as autoridades de saúde ainda não consideram que o vírus esteja circulando no país e os dois casos confirmados são importados, ou seja, foram infectados fora do Brasil.

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“Esse cancelamento de procedimentos eletivos é uma possibilidade extrema, sempre cogitada quando há muitos casos de urgência, seja dentro de uma situação de emergência de saúde pública ou não”, explicou o presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), Alberto Beltrame, secretário de Saúde do Pará.

“Isso só ocorrerá se houver uma sobrecarga de casos graves, coisa que, neste momento, não há como estimar. Neste momento não há motivação para esse tipo de medida”, afirmou.

Governadores do Sul e do Sudeste devem pedir ajuda do Ministério da Saúde para o enfrentamento ao novo coronavírus. De acordo com Beltrame, o pedido seria de R$ 1 bilhão e a ideia é usar o recurso para custear a instalação de leitos de UTI para atendimento de pacientes da nova doença.

Casos

Segundo boletim divulgado ontem pelo Ministério da Saúde, o país tem 252 casos suspeitos de coronavírus sendo monitorados. No sábado, eram 204 os pacientes com suspeita da doença. A maior parte deles, 136, está no estado de São Paulo. Em seguida, vêm Rio Grande do Sul, com 27, e Rio de Janeiro, com 19.

Os dois casos confirmados são de São Paulo. São dois pacientes do sexo masculino que viajaram para a Itália e foram atendidos com sintomas da doença covid-19, causada pelo novo coronavírus, no Hospital Albert Einstein, na capital.

No último caso, confirmado no sábado, o paciente é um homem de 32 anos morador da capital, que chegou na quinta-feira a São Paulo. Ele e sua mulher estão em isolamento domiciliar. O paciente não teve agravamento da doença até o momento, segundo a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo.

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