Congresso articula contra-ataque ao governo

Por Metro Jornal com Estadão Conteúdo

Líderes na Câmara vão se reunir na próxima terça-feira, quando retornam do recesso de Carnaval, para articular posicionamento sobre os recentes ataques do governo contra o Congresso.

A crise entre os Poderes foi reaberta semana passada pelo ministro Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), que chamou os parlamentares de “chantagistas” ao falar das negociações sobre o Orçamento.

O embate ganhou mais um elemento na terça-feira, depois que o presidente Jair Bolsonaro “apoiou” manifestações convocadas para o próximo dia 15 de março em favor de seu governo e contra o Congresso e o STF (Supremo Tribunal Federal).

Líder da minoria na Câmara, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) disse que as lideranças se articulam para realizar um “debate amplo” que conte com a presença de representantes de entidades civis, como a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e as centrais sindicais.

Impeachment

O debate de terça também selará as conversas sobre o direcionamento para um possível pedido de impeachment de Bolsonaro, que ainda não é considerado de forma séria pelos parlamentares, segundo Jandira.

Líder da oposição, o deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) disse que ainda é cedo para tratar das ações que serão tomadas. “Sair anunciando medidas ou adotando caminhos pode provocar a desunião da Casa e demonstrar uma falta de unidade do Congresso.”

Em evento ontem em Madri, na Espanha, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), comentou sobre possíveis pedidos de impeachment que estariam sendo discutidos pelo PT e também pelo deputado Alexandre Frota (PSDB-SP). “O que eu posso fazer? É um direito deles”, disse Maia. Líder do partido na Câmara, o deputado Enio Verri (PT-PR) disse que o impeachment “ainda não está no radar”.

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