Pochete, doleira e celular amarrado: táticas para evitar furtos durante os blocos

Por Angela Correa

Com relatos de furtos, brigas e arrastões durante o carnaval, os foliões têm adotado medidas para evitar prejuízos e curtir os blocos de rua em São Paulo. A estratégia mais comum é utilizar pochete, como fez a recepcionista Victória Ramos, de 23 anos, que guardava os próprios pertences e de amigos no acessório, em um modelo prateado.

"Não deixo na cintura, tem que ficar em cima (como se fosse uma bolsa transversal), bem na frente, que é mais seguro", disse ela, que acompanhava um bloco no centro na segunda, 24.

Junto da pochete, a redatora Stephanie Cardoso, de 25 anos, usou um cordão para prender o celular na pochete, além de guardá-lo dentro de um bolso fechado do acessório. Ela era a única, de um grupo de três amigos, que levou celular para o bloco.

"Por segurança e também para curtir melhor, sem pegar o celular toda hora", justificou a amiga de Stephanie, a bióloga Juliana Jardim, de 21 anos.

Já a contadora Suzane Belini, de 30 anos, que veio de São Caetano, no ABC, preferiu usar uma doleira dentro do short, que fica imperceptível. "Fica mais discreto."

Já o estagiário de Marketing Diego Guedes, de 21 anos, escondeu os pertences em uma bolsinha pequena com os pertences debaixo da camisa. "Uso o celular só na concentração. Depois, não pego durante o bloco."

Polícia paulista prende 351 no domingo de carnaval

A polícia de São Paulo prendeu 351 pessoas no domingo, 23, durante as fiscalizações do carnaval, conforme balanço parcial da Secretaria da Segurança Pública. No dia anterior, 22, 333 pessoas haviam sido detidas.

Para a folia nas ruas, o governo estadual prometeu uma média de 15 mil policiais militares por dia na cidade.

Além disso, têm sido usados cerca de 50 drones para monitorar a ação de criminosos, incluindo ladrões de celular.

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