Carnaval 2020: 6 atitudes para cancelar durante a folia

Por Metro Jornal São Paulo

Carnaval chegou e a folia vai começar.  Milhões de pessoas devem ir às ruas de São Paulo, Rio, Minas, Salvador e outras cidades para aproveitar os dias de folga em blocos e desfiles de escolas de samba nos próximos dias. No entanto, a alegria pode ser interrompida por problemas que podem acontecer nos bloquinhos.

Para prevenir, o Metro Jornal juntou pequenas ações que devem ser “canceladas” – como virou moda nas redes sociais –  para não estragar a festa de ninguém!

Levar o celular: só dá prejuízo

“O melhor é deixar o celular em casa”, disse o especialista em segurança do Grupo GR, Rogério Rodrigues. Pelo menos 1.204 celulares foram roubados ou furtados no pré-Carnaval. Segundo Rodrigues, celulares são grande atrativos para os criminosos, mas, se precisar ou quiser levar o seu, é preciso tomar precauções. “Se for tirar selfie, fazer ligação ou usar um aplicativo, faça dentro de lugares seguros, como comércios, restaurantes”, aconselhou Rodrigues. Depois, esconda o celular de maneira bem discreta. “Esconder no corpo, na parte frontal, dentro da roupa ou em uma doleira”, recomendou o especialista.

Andar só, sozinho

Se possível, ande sempre em grupo para ir, voltar e durante os blocos. “Isso inibe a ação de criminosos que estejam em menor quantidade”, afirmou Rogério Rodrigues, do Grupo GR. Ele sugeriu que não se use carros de aplicativos ou ande sozinho nos transportes públicos. “Se for pegar um carro de aplicativo, não vá sozinho. Não tente pegar vagões mais esvaziados no metrô. Quanto mais em grupo estiver, mais seguro”, afirmou o especialista.

Assédio: não é não

“Tudo o que vem depois do primeiro ‘não’ é assédio”, disse a psicóloga e voluntária dos Anjos do Carnaval, Ana Lídia Cerqueira, que faz parte da campanha Não é Não. Segundo ela, assédio se caracteriza com ações de constranger, tocar, humilhar uma pessoa sem permissão. Os assédios sexual  e verbal podem envolver comportamentos de xingamento, peso, raça. O Anjos do Carnaval, composto por psicólogos, assistentes sociais e pessoal treinado, vai atuar em São Paulo, nas praças da República e do Patriarca (centro), para acolher vítimas de assédios.

campanha não é não Reprodução

Beber demais: cachaça não é água não

Rogério Rodrigues, do Grupo GR, e Ana Lídia Cerqueira, dos Anjos do Carnaval, afirmam que beber demais ou de desconhecidos pode colocar a pessoa vulnerável, tanto para assaltos quanto para assédios. “Parece óbvio, mas as pessoas não fazem o óbvio”, comentou Rodrigues. O ideal é ter a própria bebida e protegê-la, pois, segundo ele, “o esquema do golpe ‘boa noite cinderela’ é aplicado o tempo todo”.

Levar o pet aos bloquinhos: sem Carnau-au

O Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo aconselha a não levar seu bichinho de estimação para a folia. O som alto, a multidão e o calor são fatores que podem gerar muito estresse para os pets. A respiração aumenta de velocidade e pode resultar em uma taquicardia. Há o perigo de o pet ingerir restos de alimentos tóxicos, ou mesmo de eles serem feridos por objetos cortantes, como cacos de vidro ou latas de cerveja e refrigerante. E, caso ocorra alguma movimentação inesperada da multidão, o pet ainda corre o risco de se perder, ser pisoteado ou esmagado.

cachorro óculos Pexels

Fazer xixi na rua: tem banheiro, quero mais o quê?

Além do mau cheiro e de sujar a cidade, fazer xixi  no espaço público é proibido e pode dar multa,  no Rio e em São Paulo! Na capital paulista, o valor  é reajustado pela inflação desde 2017 e atualmente a penalidade custa R$ 549,27. Segundo a Prefeitura de São Paulo, 39 pessoas foram autuadas por fazer xixi  no espaço público no pré-Carnaval. A prefeitura também  disse que  2.750 unidades de banheiros químicos são disponibilizados, em média, por dia para os blocos.

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