Procon-SP notifica 4 empresas para prevenção de golpes na Internet

Por Metro Jornal

O Procon-SP notificou as empresas WhatsApp, OLX, Zap e MercadoLivre para saber que providências estão tomando para que seus usuários não caiam em golpes que roubam suas contas para usá-las em outro aparelho ou equipamento.

A iniciativa foi tomada levando em conta notícias sobre essa atuação de golpistas.  O Procon solicitou ainda que as empresas esclareçam como o consumidor tem sido alertado sobre o golpe e se existe uma campanha de esclarecimento sobre os serviços ofertados e suas condições de utilização. Elas têm 72 horas para responder.

Em janeiro, o Metro Jornal publicou reportagem mostrando relatos de vítimas contando que tinham recebido ligações com ofertas, convites para eventos e até reservas em restaurantes e, para confirmar, a pessoa precisaria passar um código numérico recebido por SMS. Só que esse código seria, na verdade, usado para validar o WhatsApp da pessoa, que é então “sequestrado”. De posse do app, os criminosos se fazem passar pela vítima e pedem dinheiro a seus contatos ou cobram uma quantia para devolver a conta a seu dono.

Contas de sites de venda também têm sido roubadas com o mesmo método: o golpista se faz passar por comprador e envia um código para a vítima que, ao final, dá acesso à sua conta.

No caso do WhatsApp, a principal medida para evitar se tornar vítima desse tipo de estelionato é ativar a verificação em duas etapas: em Configurações do app, clique em Conta e depois em Confirmação em duas etapas. Ela consiste em uma senha de seis dígitos definida por você que é pedida toda vez que o aplicativo for instalado e ajuda a impedir a ação de criminosos.

A Zap informou por nota que não tinha recebido a notificação até o fim da tarde de ontem e que vem monitorando os casos. A empresa diz ainda que mantém comunicação por seus canais de atendimento para dar ferramentas a seus clientes para que não se tornem vítimas.

Também a OLX disse que não tinha sido notificada até o início da noite, mas reforçou em nota que “não solicita código de verificação ou senhas fora do site para nenhum usuário e recomenda sempre que as negociações aconteçam via chat”.

Procuradas, as empresas MercadoLivre e WhatsApp não se pronunciaram  sobre o tema.   

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