Após agressão em escola, PMs são afastados

Por Metro Jornal

Quatro policiais militares envolvidos em conflito na escola estadual Emygdio de Barros, no Rio Pequeno (zona oeste de SP), foram afastados nesta quarta-feira das ruas até o fim das investigações sobre o que aconteceu na noite de anteontem no local – um inquérito policial militar foi aberto. A diretora do colégio, que teria chamado a PM para tirar um aluno de sala, não é mais funcionária da unidade, segundo a Secretaria da Educação do estado.

Segundo relatos, tudo começou quando um aluno de 18 anos descobriu que não estava mais matriculado – ele teria sido desligado por excesso de faltas. O rapaz se recusou a sair e, então, a diretora teria chamado os policiais para tirá-lo da escola.

As cenas da ação dos policiais foram filmadas por alunos. Os agentes aparecem arrastando o estudante que não queria sair da sala. Nesse momento, outro estudante, de 17 anos, começa a filmar a ação. Um policial tenta evitar a gravação e joga spray de pimenta nele. O aluno segue filmando com celular, passa a ser empurrado, o aparelho cai no chão e ele é agredido, inclusive com chutes. Na sequência, um policial aparece apontando arma para os demais estudantes.

Os dois rapazes foram levados para a delegacia. O caso foi registrado como lesão corporal, desacato, resistência e ameaça – os policiais teriam alegado que também foram agredidos.

O governador João Doria (PSDB) condenou a ação e disse que qualquer tipo de agressão em São Paulo, inclusive de policiais civis e militares, “são refutáveis e condenáveis” por ele.  

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