Cemitério negocia para ter segurança particular

Por Lucas Herrero, Rádio Bandeirantes, e Metro Jornal

O Serviço Funerário do Município de São Paulo está em negociação para contratar uma empresa de vigilância e segurança armada motorizada para atuar nos cemitérios municipais da capital e coibir os furtos e vandalismos nesses locais. Atualmente, a segurança é feita pela GCM (Guarda Civil Metropolitana), como prevê a legislação.

Os túmulos são alvo constante de furtos, especialmente os materiais feitos em bronze, levados por ladrões para revendê-los. São portas, placas, esculturas e outros adornos tirados dos locais e deixando os túmulos sem identificação de quem está sepultado.

Além da vigilância particular, o órgão, ligado à Prefeitura de São Paulo, disse em nota que também está em negociação para fazer a manutenção e a recomposição das concertinas – cercas com lâminas de aço sobre os muros – de todas as necrópoles e para contratar uma empresa que irá operar 505 câmeras fornecidas pela GCM ao Serviço Funerário.

São tantas ocorrências,  que o próprio órgão recomenda que as famílias com túmulos troquem os objetos e adornos dos jazigos por outros sem valor comercial. O Metro Jornal pediu à prefeitura o total de ocorrências no ano passado, mas o número não foi informado.

Cenário

A reportagem da Rádio Bandeirantes esteve nesta terça no Cemitério São Paulo, em Pinheiros (zona oeste da capital). O cenário com que se deparou incluía portões roubados, sem as placas com os nomes dos sepultados, jazigos desprotegidos e lotados de lixo.

O que mais impressiona é o fato de esse abandono ser visto logo nas primeiras quadras do terreno.

Uma cena específica chamou a atenção. Foram encontradas roupas penduradas, uma espécie de casa dentro de um jazigo, até com sapato e chinelo.

Em nota, o Serviço Funerário disse que a administração verifica diariamente os cemitérios e ao identificar a incidência de furto, registra boletim de ocorrência na delegacia.

Um deles, encaminhado à reportagem, data do último dia 12 de fevereiro, quarta-feira passada. Duas pessoas foram flagradas por policiais do lado de fora do Cemitério São Paulo levando dois sacos pretos de lixo com seis portões de bronze.

As peças não possuíam identificação da quadra ou do terreno a que pertenciam. Tanto os seis portões quanto outros objetos recuperados estão no cemitério aguardando o reconhecimento e a retirada dos proprietários.

Serviço é um dos piores da prefeitura, diz Covas

Em entrevista à Rádio Bandeirantes nesta terça-feira, o prefeito Bruno Covas (PSDB) disse que o serviço prestado em cemitérios na cidade é um dos piores da prefeitura e que deve melhorar com a concessão à iniciativa privada.

O edital foi lançado em outubro do ano passado, e o prefeito paulistano disse que a expectativa da prefeitura é de que os contratos sejam assinados ainda neste semestre.

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