Ação do Procon visa coibir golpe em postos

Por Maju Arruda Leite, Rádio Bandeirantes

O Procon-SP e a Polícia Civil vão realizar uma operação para coibir um golpe que tem sido aplicado em postos de combustíveis em São Paulo.

Na hora de abastecer, os frentistas identificam um suposto problema no carro e pedem para o motorista estacionar num determinado lugar.  Em seguida, orientam o consumidor a levantar o capô para fazer uma inspeção mais cuidadosa. Então, alegam problemas no carro – muitas vezes inexistentes – para vender produtos como fluido de arrefecimento.

A reportagem da Rádio Bandeirantes conversou com vítimas que passaram por essa situação em postos. Uma delas, que prefere não ser identificada, contou que foi abordada pelo frentista, pedindo que encostasse em uma vaga e abrisse o capô de seu carro porque ele precisava verificar se estava tudo bem. Ela diz que ficou assustada, porque o carro funcionava normalmente e, quando parou e abriu, os frentistas mostraram uma poça dizendo que era de fluido que tinha saído de seu motor.

A vítima deixou que colocassem fluido, e o serviço saiu por R$ 2,3 mil. Ela contestou o valor, tentou falar várias vezes com os responsáveis pelo posto e conseguiu reaver o dinheiro após abrir uma contestação pelo cartão de crédito – o posto não apresentou resposta e devolveu todo o dinheiro.

A empresária Elsilene Nogueira também foi vítima do mesmo golpe. Ela estava voltando de viagem e parou no posto para pedir uma informação. O frentista pediu para abrir seu capô e disse que havia a necessidade de completar o fluido do radiador. Acabou saindo com um prejuízo de R$ 350. “Ele me mandava voltar ao carro e acelerar. Com isso, colocou dez garrafas de fluido: ele estava despejando no chão quando mandava eu voltar ao carro e acelerar”, afirmou.

Segundo o diretor-executivo do Procon de São Paulo, Fernando Capez, situações como essas relatadas não se enquadram apenas como dano ao consumidor e, sim, como crime. “Toda vez que há emprego de um artifício que conduza a vítima ao erro e cause prejuízo, é considerado pelo Código Penal como crime de estelionato.”

Em casos como esses, o Procon-SP reforça a importância de fazer uma reclamação on-line para que o órgão tenha acesso aos postos onde os golpes são aplicados.  

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