Popular entre estudantes, ‘quebra-crânio’ pode deixar sequela grave

'Desafio da rasteira' se espalha na internet e preocupa entidades médicas

Por Metro Jornal

Uma “brincadeira” que se espalhou por redes sociais e vem sendo especialmente passada entre estudantes ligou o alerta em entidades médicas e de educação. Chamada de “desafio do quebra-crânio” ou “da rasteira”, a prática pode trazer sequelas graves e, alertam, até levar à morte.

Estudantes da cidade de São Paulo já estão recebendo vídeos com a prática pelas redes sociais.

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Na quarta-feira (12), a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia publicou alerta para pais e educadores  em redes sociais contra a prática e a Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado divulgou comunicado sobre o tema. As duas entidades alertam que a prática pode causar ferimentos graves, com lesões permanentes – como a perda dos movimentos de braços e pernas – e até a morte.

A prática envolve três pessoas, uma ao lado da outra. As duas da ponta pulam e, quando a do meio também salta, leva uma rasteira dos demais quando está no ar, provocando sua queda repentina, sem que tenha tempo de reagir.

Para Ricardo Leme, neurologista pediátrico do Sabará Hospital Infantil, nem se deve nomear o ato como “desafio”, pois assim ele passa a ser convidativo. “É praticamente uma roleta-russa”, afirmou. Segundo ele, quando a pessoa cai com essa dinâmica, a tendência é bater a cabeça no chão. “O movimento em si do cérebro dentro do crânio pode gerar perda de consciência.”

A pessoa pode ter ainda, segundo o neurologista, contusão cerebral e mesmo entrar em coma instantaneamente. Dependendo da maneira como cair, explica o médico, a vítima pode sofrer fratura na cervical ou na região torácica, perder movimentos e ficar tetraplégica.

O Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo) enviou ontem nota às escolas particulares dizendo “para que não permitam que essa ‘brincadeira’ aconteça em suas dependências, e orientem e alertem também seus alunos e suas famílias quanto à gravidade”. O presidente do Sieeesp, Benjamin da Silva, disse que “o papel da escola é mostrar que a ‘brincadeira’ não leva a nada”.

A Secretaria Municipal da Educação informou que orienta todas as unidades a coibir e evitar a reprodução de atitudes violentas.

A Secretaria Estadual da Educação afirmou que acompanha e reforça, junto às diretorias regionais, a importância de trabalhos de conscientização por ações que exercitam a resolução de conflito, incentivo à cultura de paz e o respeito ao próximo.

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