Após sumiço de patinetes em São Paulo, operadoras afirmam que serviço voltará a crescer

Por Metro Jornal

Cadê eles? Há quase dois anos os patinetes elétricos começavam a aparecer em regiões movimentadas da capital e logo se tornaram febre e parte da rotina de muitas pessoas – especialmente no Itaim Bibi e nas avenidas Paulista e Faria Lima. Era impossível andar nessas áreas sem ver pelo menos um passando. Mas, hoje, achar os equipamentos está virando um desafio.

“Está muito difícil de encontrar, só tem os para entregadores”, diz a publicitária Marília Alves da Silva, 21 anos. Ela conta que gostava de andar por lazer, já que frequenta muito a avenida Paulista. “Faz falta.”

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Não foi só Marília que deu conta do “sumiço”. A assistente social Lucélia Souza, 35 anos, comenta que costuma ver uma quantidade maior aos domingos, quando a avenida é aberta aos pedestres. “Dia de semana é mais complicado, não sei o motivo.”

Essa falta dificulta para quem trabalha na região, como a auxiliar administrativa Juliana Jardim, 27 anos, que sente falta da praticidade que o aparelho trazia. “Na hora do almoço pegava um para gastar menos tempo indo até o restaurante”, conta a auxiliar. “Agora é difícil encontrar e não dá tempo de ficar procurando.”

Na Faria Lima, onde eles passaram a fazer “parte da paisagem”, o sentimento é o mesmo. “Parece que diminuiu mesmo, percebo isso”, afirma Cássio Muniz, empresário, 29 anos. “Primeiro as bicicletas começaram a sumir, agora os patinetes? Ajudava bastante, ainda mais com o trânsito da região.”

O administrador Mário José Santos, 42 anos, também frequenta a Faria Lima e reclama da ausência dos “rapidinhos”. “Agilizava tudo, era bom demais”, afirma. “Pegava sempre, mas agora para achar é uma luta. Tem que ficar esperto”, brinca.

A regulamentação do serviço prevê que sejam criados pontos fixos para os patinetes serem estacionados. A Secretaria Municipal de Transportes informou que os pontos estão sendo estudados por CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e operadoras. Quem sabe fique mais fácil vê-los.

Operadoras prometem ampliar

A Scoo informou que oferece seus patinetes em estações da linha 4-Amarela do Metrô –exceto República e Luz. A empresa diz que deve começar a atuar no próximo mês nas estações da linha 5-Lilás e promete colocar mil equipamentos nas ruas da capital no primeiro trimestre.

A Grow –das marcas Grin e Yellow– disse que está fazendo uma redistribuição dos equipamentos na capital e que o processo deve acabar “em algumas semanas”.

A Uber recebeu licença para operar patinetes na cidade no dia 24 de janeiro, mas ainda não fixou uma data para o início do serviço.

A Lime saiu do mercado em janeiro.

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