Aviões partem nesta quarta-feira para resgate de brasileiros em Wuhan

Por Metro Jornal

Os brasileiros que estão em Wuhan, na China, epicentro da epidemia de coronavírus – que já matou 492 pessoas e contaminou outras 24 mil –, deverão chegar ao país no sábado e ficarão em quarentena em base aérea de Anápolis, em Goiás.

O grupo será repatriado em duas aeronaves reservas da frota presidencial, com capacidade para 30 pessoas cada uma e que não costumam ser utilizadas pelo presidente Jair Bolsonaro.

Os aviões partirão ao meio-dia de hoje de Brasília e deverão chegar na madrugada de sexta-feira a Wuhan, depois de fazer escalas em Fortaleza (Ceará), Las Palmas (Ilhas Canárias, Espanha), Varsóvia (Polônia) e outra cidade chinesa. O caminho de volta terá o mesmo trajeto, no sentido contrário.

Os detalhes da missão foram anunciados ontem pelos ministros Fernando Azevedo, da Defesa, e Ernesto Araújo, das Relações Exteriores.

Até ontem, o governo tinha a informação de que 29 pessoas estavam confirmadas no voo de volta ao Brasil, incluindo quatro chineses – listados como parentes – e sete crianças. A estimativa é que ao menos 55 brasileiros estejam em Wuhan.

A viagem é opcional. Para embarcar, todos deverão assinar documento com 13 pontos, que determina, entre outros itens, que os repatriados ficarão em quarentena em base aérea por 18 dias após o desembarque. O confinamento será em quarto individual e sem direito a visita.

O texto também informa que o governo não pagará a viagem de volta à China e que os que tiverem qualquer sintoma de coronavírus serão impedidos de pegar o avião para o Brasil.

Além da tripulação, equipes médicas do Ministério da Saúde viajarão para fazer o acompanhamento do passageiros.

Lei restringe entradas e saídas e autoriza exames compulsórios

O governo federal publicou ontem decreto que oficializou a situação de “emergência em saúde pública” no país em função do coronavírus. Ainda que o Brasil não tenha nenhum caso confirmado, o nível máximo na escala de risco foi determinado para dar mais “agilidade administrativa”, além de permitir a operação de resgate em Wuhan.

Com o decreto, o governo também mandou ao Congresso o projeto de lei que determina as medidas que poderão ser tomadas pelas autoridades em função da emergência do coronavírus.

O texto prevê que pacientes com suspeita da doença serão obrigados a fazer exames e poderão ser colocados em isolamento.

A matéria também autoriza a dispensa de licitação para a compra de insumos e a restrição de entradas e saídas do país para evitar a propagação do coronavírus.

O projeto entrou em tramitação em regime de urgência e estava sendo discutido na Câmara até o fechamento desta edição. O Senado deve fazer a votação nesta quarta-feira.

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