Fluxo na cracolândia retoma nível de antes de ação de 2017

Por Metro Jornal

A frequência diária de usuários de droga na cracolândia, na Luz (centro de SP), voltou a níveis próximos aos registrados antes da operação policial de maio de 2017 que, segundo o então prefeito e hoje governador João Doria (PSDB), tinha “acabado” com a cracolândia.

Números levantados por equipe da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) mostram que, pouco antes daquela operação, a média de frequentadores da região era de 1.861 por dia. Depois da operação, a média diária em 2017 caiu para 414 pessoas. Mas pesquisa feita no ano passado constatou que o “público” da área chegou à média de 1.680 usuários de drogas por dia.

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A pesquisa traçou um perfil dos usuários:  61,8% deles estão em situação de rua e 78% estavam com a família ou em suas casas antes de  frequentar a região. E 53% já fizeram tratamento para dependência (veja quadro).

Baseado no gasto médio por dia que os entrevistados dizem ter com crack, o estudo concluiu que a cracolândia movimenta mensalmente R$ 9,7 milhões com entorpecentes. Para financiar o consumo, 46% admitem que roubam pessoas, e 44,4%, que furtam estabelecimentos.

Prefeitura diz que atendeu 20 mil 

A Prefeitura de São Paulo informou, por meio de nota, que de maio de 2017 até o último dia 28 de janeiro, a unidade Redenção realizou 20.277 atendimentos –entre eles, 12.619 internações voluntárias em leitos para desintoxicação.

Ainda disse que as equipes do Redenção na Rua fizeram 45.841 abordagens e 11.081 atendimentos médicos, entre outros procedimentos, de abril de 2018 até 28 de janeiro.

O governo estadual informou que, no ano passado, 657 pessoas foram presas na região, sendo 535 em flagrante, com apreensão de 345 quilos de drogas, 12 armas de fogo e R$ 524,5 mil.

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