Prefeitura de São Paulo terá de explicar fim de tobogã do Pacaembu

Por Metro Jornal

A Justiça deu 72 horas para que a Prefeitura de São Paulo se manifeste sobre a demolição do tobogã do estádio do Pacaembu (zona oeste), prevista no projeto da concessionária Allegra Pacaembu que, desde sábado, administra o local.

O questionamento foi feito em pedido de tutela antecipada do MP (Ministério Público) sobre o processo de concessão do estádio.

A juíza Maria Gabriella Pavlópoulos Spaolonzi, da 13ª Vara de Fazenda Pública, escreveu na sentença que a prefeitura deve se manifestar em relação “à suspensão da eficácia do contrato e sobre a não execução de intervenções no tobogã e vegetação adjacente”.

Na ação, o MP aponta o que chama de “severas ilegalidades quanto à previsão de demolição do tobogã, tanto em termos de proteção ao patrimônio tombado quanto pelo fato de o projeto significar intervenção indevida na vegetação”.

Ao longo do processo de concessão, a Associação Viva Pacaembu também questionou a possibilidade de demolição do tobogã, alegando que ele era tombado pelo patrimônio histórico. Mas os órgãos estadual e municipal da área fizeram pareceres dando conta de que a estrutura não faz parte do conjunto tombado.

A demolição do tobogã para a construção de um edifício comercial é um dos principais pontos do projeto da concessionária Allegra Pacaembu, que vai administrar o complexo pelos próximos 35 anos.

Questionada, a prefeitura informou que “irá prestar os esclarecimentos solicitados dentro do prazo”.

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