Polícia paulista quer melhorar mecanismos para notificação de estupros

Por BandNews FM

A polícia paulista admite que precisa melhorar mecanismos para notificar estupros e combater o crime. Hoje, 90% dos casos não são relatados em São Paulo. Dados divulgados nesta semana pela SSP (Secretaria de Segurança Pública) mostram que houve aumento de 3,5% no número registrado no Estado em 2019. Foram 12.374 casos de estupros denunciados.

Essa é a segunda maior marca da série histórica iniciada em 2010, após a mudança da lei que define o crime. Toda violência sexual passou a ser considerada estupro, inclusive contra pessoas do sexo masculino. Até 2009, pela lei, estupros eram apenas contra mulheres e quando havia conjunção carnal.

O único ano da série com número maior de estupros em São Paulo foi 2012, com 512 casos a mais que o ano passado. O coronel Álvaro Batista Camilo, secretário-executivo da Polícia Militar, afirma que a secretaria trabalha na criação de aplicativos e mecanismos para ampliar o número de denúncias.

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O número de feminicídios também aumentou, em 34%, e o coronel afirma que a organização das delegacias na notificação desse tipo de crime ajudou a ampliar os números. Foram 182 assassinatos contra mulheres registrados no ano passado, enquanto no ano de 2018 foram 136.

De acordo com a pesquisadora Juliana Martins, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, redes de acolhimentos mais estruturadas fariam com que mulheres não tivessem medo de denunciar agressões. Ela alerta que os feminicídios e os registros de violência sexual precisam ser tratados de maneira mais eficaz.

O levantamento com os número de crimes começou a ser feito pela SSP em 2001, quando foram registrados cerca de 13 mil assassinatos no Estado. De lá pra cá, o índice caiu na maioria dos anos, com exceção de 2009 e 2012.

No ano passado, segundo os dados mais recentes, houve redução de 200 casos de homicídios no Estado, em relação a 2018, quando foram registrados 3,1 mil assassinatos.

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