Curso de balé em escola municipal de São Paulo faz sucesso entre alunas

Por Metro Jornal

Era um projeto na cabeça da professora de educação física Alessandra Gomes, 46 anos, na Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Professor André Rodrigues de Alckmin, em Brasilândia (zona norte), capital. Virou porta para sonhos de alunos e alunas que passaram a frequentar suas aulas de balé, numa pequena sala atrás do refeitório da escola.

“Sempre quis fazer balé, fingia em casa que eu era bailarina. Agora que faço aula, quero virar dançarina de verdade.”

Helena Teixeira Gomes, 8 anos

Bailarina formada pelo Theatro Municipal, Alessandra propôs à direção da escola que ensinasse balé após as aulas, em horário extra. “O começo foi difícil, ninguém tinha muita fé que daria certo. Mas, assim que abriram as inscrições, bombou. Recebemos 70 interessadas de cara.”

O sucesso ajudou o projeto, iniciado em 2012, a crescer e ganhar estrutura, como espelhos e barras para ajudar nos exercícios. Hoje, já são quase 100 alunos, de 6 a 14 anos. “Vi quantas pessoas têm sonhos e não têm oportunidades”, diz a professora, que para dar as aulas ganha como hora extra.

Era um sonho mesmo para Hannah Stefani de Souza, 11 anos. “Eu via nos filmes, sempre sonhei com isso. Fico ansiosa agora pelas aulas, elas me deixam muito feliz”, afirmou. Outro efeito foi tornar a escola mais atrativa, como conta Mariana Lima Leal, 11 anos. “Desde que comecei o balé, sinto mais vontade de vir para a escola.”

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Uma das primeiras alunas do curso, Laís Oliveira de Souza, 19 anos, começou logo que o projeto se iniciou e também se tornou professora de balé. Ela conta que se encontrou nas aulas e que a oportunidade trouxe muitas mudanças na sua vida. “Agora tudo o que faço é balé.”

Vitoria Lopes, 13 anos, entrou no projeto há seis anos e hoje já dança com sapatilha de ponta. Ela diz que passou por momentos difíceis, nos quais teve apoio da professora. “Encontrei forças no balé, uso meus sentimentos na dança.”

Com tantos sonhos que ajuda a realizar, qual é o de Alessandra? Ela responde: propagar a arte em comunidades carentes, mostrar uma visão diferente da vida. “É muito gratificante. É perceptível a mudança de comportamento que o contato com o balé trouxe.”

Aula de Balé em escola municipal na zona norte Divulgação/SME

 

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