Trabalho em veículo tem maior alta desde 2012

IBGE. Número de motoristas de aplicativos, taxistas e condutores e cobradores de ônibus registra alta de 29% e atinge 3,6 milhões

Por Metro Jornal

A população que trabalha em veículos  atingiu 3,6 milhões de pessoas, segundo pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O número representa um salto de 29,2% em um ano, ou 810 mil a mais. É a maior alta desde 2012, início da série histórica.

O grupo inclui trabalhadores como os motoristas de aplicativo, taxistas e condutores e cobradores de ônibus.

Já aqueles que trabalham em local designado pelo empregador, patrão ou freguês também teve o maior contingente e a maior alta desde 2012. São 10,1 milhões em 2018 nessa condição, um aumento de 9,9% sobre 2017, equivalente a 905 mil pessoas a mais. Estão nesse grupo os entregadores em geral.

“As recentes altas podem estar relacionadas ao crescimento dos serviços de transportes de passageiros e de entregas por aplicativos, refletindo as mudanças na economia atual”, diz a pesquisadora do IBGE Adriana Beringuy.

Também cresceu, 12,1%, a quantidade de brasileiros que trabalham em vias públicas, somando 2,3 milhões de pessoas. Entre elas estão, por exemplo, vendedores ambulantes.

A maior variação percentual no que se refere a local de trabalho, porém, foi das pessoas que trabalham em estabelecimento de outro empreendimento, com uma alta de 38,3%. “Isso pode indicar um crescimento da terceirização nas empresas”, afirma Beringuy.

Trabalho em casa

Outra tendência constatada pela pesquisa é o crescimento do trabalho na própria residência. Entre 2017 e 2018, esse contingente aumentou 21,1%, para 3,85 milhões, o maior da série.

“Por não conseguir se inserir no trabalho formal, essa pessoa tem na própria casa o meio para gerar alguma renda. O home office é uma das categorias do grupo, mas ele também inclui, por exemplo, uma manicure que atende em casa”, diz.  

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