Marquise do parque Ibirapuera tem pontos isolados para obras desde fevereiro

Por Metro Jornal com Rádio Bandeirantes

Mesmo com a expectativa de movimento maior por causa das férias, sete pontos da marquise do parque Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, continuam interditados. Alguns estão isolados desde fevereiro, quando começaram as obras emergenciais para eliminar infiltrações.

Na época, uma vistoria constatou danos na laje de gesso. Segundo a gestão municipal, os problemas envolviam impermeabilização, infiltrações, pontos de segregação do concreto e corrosão da armadura. A prefeitura disse ainda que os pilares e vigas, apesar de não apresentarem falhas estruturais, também receberiam reparos.

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Em 2012, na gestão de Gilberto Kassab, reparos na estrutura custaram R$ 15 milhões. A Rádio Bandeirantes questionou a Prefeitura de São Paulo sobre os custos da obra e o prazo para a liberação total do espaço, mas a SVMA (Secretaria do Verde e do Meio Ambiente) não respondeu.

A pasta afirmou, em nota, que "já elaborou um plano para o reparo da marquise, que envolve a remoção total do estuque, a revisão da elétrica e a contratação de um projeto de restauro para a marquise, por ser um bem tombado pelo patrimônio. O espaço foi interditado e sinalizado como medida de segurança, para preservar a integridade física dos frequentadores do parque."

A marquise

O Parque Ibirapuera é tombado e considerado patrimônio histórico de São Paulo. Por conta disso, qualquer reforma precisa seguir uma série de regras e restrições antes de acontecer. A estrutura da marquise tem 620 metros de comprimento e largura variando entre 15 e 80 metros. Ela ocupa uma área total de 28.800 m². O local é geralmente repleto de pessoas com skates ou patins.

Projetada por Oscar Niemeyer, a marquise faz parte do núcleo central do Ibirapuera, ligando o Museu Afro Brasil, a OCA, o Pavilhão das Culturas e a Bienal. Em novembro de 2017, parte do teto da marquise caiu. Apesar de o incidente ter ocorrido num dia de parque cheio, ninguém ficou ferido. Na época, o então prefeito João Doria (PSDB) disse que toda a estrutura seria revisada.

 

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