22% dos idosos já caíram no ônibus em São Paulo

Por Metro Jornal

O ônibus, mais do que o carro, é o meio de transporte mais usado por pessoas de 60 anos ou mais na cidade de São Paulo. Dentre esses passageiros idosos, um em cada cinco – mais precisamente, 22,6% –  já caiu dentro de um coletivo.

Para obter esses dados, a pesquisa Mobilidade da Pessoa Idosa, da Fundación Mapfre, entrevistou 1.102 pessoas de 60 anos ou mais na cidade.

Metade dos entrevistados afirma que os motoristas de ônibus nunca esperam que se sentem para partir com o veículo. E, para se sentar se os assentos estão ocupados, outra dificuldade: 40% relatam que os demais passageiros dão o lugar às vezes e 27% que isso nunca acontece.

O cenário traçado pelo estudo é que é baixa a segurança no trânsito em geral para esse público. Tanto que 56% dos pesquisados têm muito medo de ser vítima de um acidente.

Um terço dos idosos que responderam às perguntas se desloca a pé. Sua avaliação sobre as calçadas  foi negativa. Eles relataram encontrar os seguintes obstáculos: buracos (80%); irregularidades (73%); degraus (72%); declive lateral (68%); e lixos, postes e bancas (63%).

“Os resultados evidenciam as condições precárias de nossas ruas e calçadas para garantir um deslocamento seguro, bem como a falta de respeito de motoristas e usuários de transporte público com a pessoa idosa”, disse em nota Leides Barroso Azevedo Moura, coordenadora da pesquisa.

Consultada, a SPTrans informou que em 2017 implantou o programa Viagem Segura, cujo treinamento, no caso de atendimento a idosos, inclui utilizar comunicação mais pausada, adotar tom de voz um pouco mais alto quando necessário e aguardar que o idoso esteja sentado para prosseguir a viagem.  

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