PT quer ‘ressurgir’, mas sofre para ter nomes fortes

Por Metro Jornal

Uma das primeiras orientações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PT assim que deixou a cadeia, há três semanas, foi para que o partido lance o maior número possível de candidatos a prefeito em 2020, principalmente nas cidades onde há horário eleitoral na TV. Lula quer aproveitar a eleição municipal para fazer a defesa dos governos petistas e dele mesmo. No entanto, a falta de candidatos competitivos, negativas por parte de velhos quadros e interesses políticos dos caciques regionais dificultam o cumprimento da orientação.

Em São Paulo (SP), o PT ainda procura candidato. Uma ala da sigla, liderada por Lula, investe na volta da ex-prefeita Marta Suplicy (sem partido). Se a articulação não vingar, deve voltar a pressão para que Fernando Haddad assuma a tarefa, mas o ex-prefeito já disse que não quer ser candidato.

O cenário se repete em Belo Horizonte (MG), onde o deputado federal Patrus Ananias, citado explicitamente por Lula, está reticente. Patrus diz que prefere se concentrar em temas nacionais em vez de disputar a prefeitura da capital mineira, cargo que já ocupou entre 1993 e 1996.

No Rio de Janeiro (RJ), a deputada Benedita da Silva, também citada por Lula, é outra que resiste em disputar. Segundo o presidente do PT fluminense, Washington Quaquá, o partido vai seguir a orientação de Lula e encomendar pesquisas para avaliar os cenários. Enquanto isso, continua negociando com Marcelo Freixo (Psol).

Em Porto Alegre (RS), nenhum dos três ex-prefeitos petistas citados por Lula como alternativas a uma aliança com Manuela d’Ávila (PCdoB) se animou. Em Curitiba, por falta de nomes, o PT pode apoiar Roberto Requião (MDB). Já em Salvador (BA), o PT trabalha para filiar o presidente do Esporte Clube Bahia, Guilherme Bellintani.

Segundo o deputado federal José Guimarães (CE), coordenador do Grupo de Trabalho Eleitoral do partido, o PT “dificilmente deixará de ter candidato” em pelo menos dez capitais, a maior parte no Nordeste. “Queremos candidaturas competitivas, para ganhar. Os principais quadros, aqueles que têm compromisso com o PT, não podem se esconder.”

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