Obra no rio Pinheiros deverá coletar esgoto de 47 mil imóveis

Por Metro Jornal

As primeiras obras do projeto anunciado para despoluir o rio Pinheiros, cujos contratos foram assinados na segunda-feira (2), devem conectar ao sistema de coleta e tratamento de esgoto cerca de 47 mil imóveis. São quatro lotes e os contratos totalizam R$ 236 milhões.

Esses imóveis ficam nas sub-bacias dos córregos Corujas/Rebouças, Ponte Baixa/Socorro, Aterrado/Zavuvus e Pedreira/Olaria. De acordo com o governo do estado, quando concluídos, os trabalhos devem elevar em 21% o volume de esgoto tratado na região.

As obras fazem parte da promessa do governador João Doria (PSDB) de despoluir e revitalizar o rio Pinheiros até o final de 2022. De acordo com o governo, os contratos são baseados em performance: a empresa é remunerada com base em metas como o total de novos imóveis conectados à rede e a qualidade da água do córrego.

Na avaliação do presidente-executivo do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, a ação está “alinhada às necessidades para um início de processo de despoluição” do rio, “sempre uma tarefa complexa porque demanda várias ações que ataquem as várias causas da poluição”. Ele também considerou positivo o método de contratar as empresas por resultados.

Para Alexander Turra, professor do Instituto Oceanográfico da USP e integrante da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, o aumento de  21% no volume de esgoto tratado é o  “caminho, porque é preciso começar”, embora não necessariamente vá levar à melhora total. “É importante  que seja uma política de estado, e não de governo, para que haja melhora continuada e crescente.”

Ele considerou positivo o projeto ter cinco eixos estruturantes, que incluem, além de saneamento, manutenção, tratamento de resíduos sólidos, revitalização e comunicação e educação ambiental.

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