São Paulo vai tapar buracos de rua com giz de cera e termômetro

Por André Vieira - Metro Jornal São Paulo

Dor de cabeça para os motoristas e uma das maiores demandas da Prefeitura de São Paulo, o serviço de tapa-buraco terá de seguir uma cartilha a partir do ano que vem.

O governo municipal publicou no Diário Oficial um manual para a realização dos reparos, que cria regras para todas as etapas: desde a produção do asfalto até o transporte e a execução.

As normas entram em vigor em 1º de março e determinam, por exemplo, que os buracos sejam primeiro vistoriados por técnicos, que irão demarcar a área e definir o tipo de reparo. Na hora de tapar, os caminhões e as equipes deverão ter termômetros para medir a temperatura e garantir que a massa asfáltica seja aplicada no calor adequado.

Secretário de Subprefeituras, Alexandre Modonezi contou que a ideia é que o manual sirva de base para a nova licitação do serviço, que deverá ser lançada até janeiro de 2020.

“A cidade não tinha uma publicação com os critérios objetivos. Com o manual, as regras ficam claras, com todo o passo a passo, e podemos cobrar exatamente como deve ser o tapa-buraco em São Paulo.”

Usinas

O texto determina quais materiais podem ou não ser usados na hora de preparar a mistura e em quais temperaturas

Demarcação

Antes do reparo, um técnico vai inspecionar o buraco e demarcar com tinta, giz ou lápis de cera a área a ser reparada, desenhando quadrados ou retângulos. Se dois

buracos ou mais estiverem a menos de 1,5 metro de distância, será realizado apenas um reparo em toda a área

Compactação

O manual define em dois os tipos de reparo, superficial e profundo, com o grau de compactação específico para cada tipo de via

Caminhões e equipes

Devem ir às ruas com termômetros de haste e a laser para medir a temperatura da massa asfáltica a cada dez minutos. A mistura não deve ser aplicada se estiver a menos de 120ºC. Não serão realizados serviços em dias de chuva ou quando a temperatura ambiente for inferior a 10ºC

Acabamento

O tapa-buraco deve ser realizado de forma que o reparo e o pavimento existente fiquem no mesmo nível, de forma indistinguível. A variação não pode ser maior do que 5 milímetros

‘Buraquês’

Todo buraco pode danificar veículos e atrapalhar o trânsito, mas eles não são iguais. Veja os cinco tipos mais comuns na capital, de acordo com o manual da prefeitura

Couro de jacaré

Conjunto de trincas interligadas sem direções definidas. Comum em asfaltos mais velhos, é provocado pela redução da resistência do revestimento.

Panela

O buraco tradicional. É uma cavidade que se forma na estrutura do pavimento. Pode ter diversas causas, como a falta de aderência entre as camadas.

Desagregação

É a perda de força do revestimento, que se dá por conta da falta de adesão entre o ligante (asfalto) e os agregados (pequenas pedras). Pode revelar falha na massa.

Deformação plástica

Comum onde passam ônibus e caminhões, é um deslocamento dos asfalto, formando ondas. Também influenciado pelo calor, ocorre em áreas de frenagem e aceleração.

Afundamento severo

Deformação do pavimento em função da consolidação irregular de uma ou mais camadas ou decorrente da ruptura do subleito (terreno natural, debaixo do asfalto).

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