Governo dá início a emissão da carteirinha de estudante digital

Por Metro Jornal

Estudantes de instituições públicas e privadas podem desde de ontem baixar a nova carteirinha de estudante disponibilizada gratuitamente pelo governo federal.

Ela funciona por meio de aplicativo e dá o direito ao benefício de meia-entrada em shows, teatros e outros eventos culturais e esportivos. A ID Estudantil não substitui as formas já existentes de comprovação, como as carteirinhas emitidas pelas instituições de ensino aceitas atualmente em cinemas e demais espaços.

Mas ela é um novo passo para a retirada do monopólio para emissão da carteira de identidade estudantil, que até setembro pertencia a UNE (União Nacional dos Estudantes), Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduandos) e entidades estaduais, municipais e diretórios acadêmicos filiados às associações. O valor do documento da UNE, por exemplo, é R$ 35, mais o frete de entrega, e continua a valer.

A abertura para que demais órgãos emitam a carteirinha ocorreu por meio de Medida Provisória em setembro. Com a criação da ID Estudantil, o Ministério da Educação passa a alimentar também um banco de dados que a partir de janeiro de 2021 poderá ser utilizado por outros interessados em emitir carteirinhas.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, apresentou ontem a nova identidade como uma opção a mais aos estudantes e forma de se limitar fraudes. “A gente está aumentando a liberdade e trazendo mais concorrência. Qualquer um poderá emitir a carteirinha com o cadastro. A dificuldade de fraudar também vai cair muito.”

UNE, Ubes e ANPG divulgaram carta em que acusam o governo de retaliação. “A criação de uma carteira estudantil pelo governo Bolsonaro é uma iniciativa demagógica que visa tirar a atenção dos reais problemas da educação e da ciência brasileira. É ainda uma ação autoritária que tem como objetivo retaliar e enfraquecer as entidades estudantis”, diz o texto.

Passo a passo


Quem pode ter a carteirinha?

Ela pode ser baixada para alunos da educação básica, tecnológica e superior. A ID não vale para alunos de pós-graduação lato sensu e stricto sensu nem para quem estuda idiomas ou está em curso pré-vestibular


Para que serve?

Pode ser utilizada como comprovante para meia-entrada em shows, cinema, teatro e outros eventos culturais em todo o país

Como faço para ter a minha?

Antes do cadastro do estudante, a instituição de ensino precisa inserir os dados do aluno no sistema. Cada uma das instituições indicará um responsável por incluir as informações

O estudante pode conferir no site idestudantil.mec.gov.br se sua instituição está cadastrada

Caso esteja tudo ok, é preciso baixar o aplicativo ID Estudantil, do governo federal, disponível gratuitamente no Google Play e em fase de inclusão do na Apple Store

Será necessário cadastro, realizado com o número do CPF

Estudantes com menos de 18 anos precisam, além do CPF, do cadastro prévio feito pelo seu responsável legal para poder solicitar a ID Estudantil

Primeiro dia de app tem baixa adesão

A estreia da ID Estudantil no país teve apenas 21 carteirinhas digitais emitidas, de acordo com o site do sistema. O Metro Jornal testou o novo sistema e teve dificuldades de encontrar o aplicativo nas lojas virtuais. Pelo Google Play, diversos outros aplicativos têm o nome similar ao ID Estudantil.  Já na Apple Store, o dispositivo ainda não estava disponível até as 19h de ontem. O telefone para dúvidas, o 0800 616161, não recebe ligações de celulares.

A necessidade de cadastro antes da instituição de ensino é outro empecilho.  De acordo com o governo federal, os estudantes devem cobrar as escolas sobre a inserção.

O ministro da educação, Abraham Weintraub, informou ontem que 1.966 instituições já haviam inserido  até ontem informações de 600 mil estudantes. O Brasil tem 56,9 milhões de alunos da educação básica e do ensino superior.  

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