Concessão do Autódromo de Interlagos deixa Fórmula 1 de fora

Por Eduardo Ribeiro - Metro São Paulo

Em momento de disputa entre São Paulo e Rio de Janeiro para sediar a Fórmula 1, a Prefeitura de São Paulo lançou o edital de concessão por 35 anos do Complexo Interlagos, onde ficam o Autódromo José Carlos Pace e o Kartódromo Ayrton Senna. O edital prevê que o vencedor será o responsável pela reforma, gestão, manutenção, operação e exploração comercial da área de 900 mil m2. Mas a realização da corrida estará fora do âmbito da concessão.

“Este é mais um passo importante para que a gente possa garantir a continuidade do grande prêmio aqui na cidade”, disse o prefeito Bruno Covas (PSDB) em vídeo gravado no hospital Sírio-Libanês, onde teve câncer diagnosticado e tem coágulos em tratamento. Ele argumentou sobre as vantagens da iniciativa: “A cidade de São Paulo terá um benefício financeiro que passa de R$ 1 bilhão, entre deixar de cuidar daquele espaço, o investimento que vai ser feito e o tributo que será recolhido”.

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No início da gestão João Doria (PSDB), a ideia era vender o complexo, mas, segundo o secretário de Governo, Mauro Ricardo, o modelo foi alterado para concessão para “garantir a manutenção do com plexo automobilístico”.

A intenção da prefeitura é finalizar o processo até março de 2020. De acordo com Mauro Ricardo, a prefeitura terá preferência de uso do espaço por 80 dias ao ano. Nesse período, poderá ceder o autódromo para a Fórmula 1. “A concessão do autódromo não interfere na nossa negociação com a FIA [Federação Internacional de Automobilismo], até porque se não houver concessão a prefeitura continua administrando”, ressaltou.

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