WhatsApp diz que houve uso ilegal do app na eleição

Por Metro Jornal

O WhatsApp admitiu, por meio do seu gerente de políticas públicas e eleições globais, Ben Supple, que empresas violaram as regras do aplicativo e fizeram o disparo de mensagens em massa durante as eleições do ano passado no Brasil.

O executivo falou sobre o tema na última sexta-feira, durante palestra na Fundação Gabo, na Colômbia.

No Brasil, há prevalência de grupos grandes. Sabemos que, nas eleições do ano passado, havia empresas que mandavam mensagens em grandes quantidades que buscavam violar nossas regras de serviço e chegar a públicos maiores”, afirmou Supple.

A íntegra da palestra está disponível na internet. No vídeo, Supple também afirma que a companhia – que pela primeira vez admitiu o uso do app para disparos ilegais na eleição brasileira –, está “muito consciente dessas ameaças” e que trabalha para evitar esse “comportamento”.

Em outubro do ano passado, o jornal Folha de S.Paulo mostrou que empresários haviam contratado agências para disparar mensagens em massa em favor do então candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL). O partido negou qualquer irregularidade.

A prática pode ser considerada crime eleitoral se comprovado que o serviço funcionou como doação de campanha por empresas, o que é proibido no Brasil.

O caso está sendo apurado por meio de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral, que corre no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Também em outubro do ano passado, outra reportagem, do UOL, mostrou que o PT fez uso do mesmo sistema para o disparo de mensagens em massa por meio do WhatsApp. O partido, também à época, negou irregularidades.

Banimento e notificações

Em nota, o WhatsApp afirmou ontem que “antes do segundo turno da eleição” passada, “anunciou que já tinha banido centenas de milhares de contas por tentativa de envio em massa ou automatizado de conteúdo durante o período eleitoral”.

A empresa disse que notificou  “empresas que diziam oferecer serviços de envio em massa de mensagens, uma violação dos nossos termos de serviço” e que trabalha “para aperfeiçoar nossos sistemas para prevenir abusos”.

Durante a palestra, Supple falou sobre a disseminação de informações falsas e citou o Projeto Comprova – do qual o Metro Jornal faz parte – como uma ferramenta importante para desmentir, por meio de trabalho jornalístico, as fake news que circulam pela internet.  

Veja vídeo:

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