Carta revela que PCC mandou matar delegado-geral da polícia de São Paulo

Por Band.com.br

Documentos obtidos pela Rádio Bandeirantes revelam a existência de uma ordem do PCC para matar o então delegado-geral da polícia de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes.

Hoje chefe da Polícia Civil, ele foi responsável por prender líderes da facção criminosa entre os anos de 2001 e 2002, quando era delegado do Deic, o Departamento Estadual de Investigações Criminais.

Segundo o inquérito policial a que a Rádio Bandeirantes teve acesso, a cúpula do PCC determinou a morte do delegado-geral e de outros dois investigadores porque eles estariam atrapalhando os negócios da organização.

No dia 12 de junho deste ano, ao prender um integrante da facção, na capital paulista, policiais encontraram uma carta escrita à mão e atribuída ao comando da facção ordenando a execução de Ruy Ferraz Fontes.

Além de determinar as mortes, a carta aponta os responsáveis pela missão e, caso não houvesse sucesso, os encarregados pagariam com a própria vida, segundo o inquérito.

Depois de encontrar o documento, a polícia passou a investigar quem seria o mandante das mortes e chegou ao nome de Décio Gouveia Luiz. Segundo o Ministério Público, ele é o líder de uma célula do PCC que atua na região de Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo.

Ainda de acordo com as investigações, Décio Gouveia ficou preso na mesma cela que Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, líder máximo da facção, e teria sido preparado por ele para chefiar o PCC nas ruas.

A polícia prendeu Décio Gouveia Luiz no dia 14 de agosto deste ano em uma luxuosa mansão em Búzios, no Rio de Janeiro. Duas semanas depois, ele foi transferido para a Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, presídio de segurança máxima, onde estão alguns chefes da facção criminosa.

No dia 30 de agosto, o Ministério Público denunciou Décio Gouveia e outras 12 pessoas por associação ao tráfico de drogas e à organização criminosa.

Em março deste ano, Marcola foi transferido para o presídio federal de Brasília. Na mesma época, outros integrantes da alta cúpula do PCC também foram deslocados para penitenciárias federais.

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