ABC não apresenta evolução na coleta de lixo reciclável

Por Metro Jornal ABC

A coleta de lixo reciclável no ABC apresentou ligeira queda entre janeiro e agosto deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado. O número de resíduos destinados para reaproveitamento passou de 16,3 mil para 15,9 mil toneladas somadas em Santo André, São Bernardo e São Caetano.

De acordo com o professor da Universidade Metodista de São Paulo e consultor no segmento de resíduos sólidos, Carlos Henrique de Oliveira, a falta de evolução do reaproveitamento de materiais recicláveis passa, entre diversas razões, pela crise econômica do Brasil. “Com isso, há uma refração do consumo e isso reflete na geração dos resíduos. Então esses números são uma exemplificação da situação do país”, disse.

Maior cidade do ABC, São Bernardo registrou queda no percentual de materiais recicláveis. Nos oito meses deste ano, a Secretaria de Serviços Urbanos contabilizou 8,2 mil toneladas de rejeitos reaproveitados, uma parcela de 4,61% total de 179,9 mil de resíduos. Em 2018, o percentual era de 4,78%, representando 8,3 mil toneladas em um montante de 172,6 mil.

Em Santo André, o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) destinou 6,4 mil de 145,5 mil toneladas de resíduos coletados para triagem, um reaproveitamento de 4,65%. Nos oito primeiros meses do ano passado, o índice era de 4,5% de todo o lixo recolhido na cidade (7,1 mil de 157 mil toneladas). A autarquia andreense tem convênio com duas cooperativas de triagem, com reaproveitamento de cerca de 70% do lixo seco. Quanto aos materiais mais volumosos, como pneus, móveis, colchões e sofás, o índice supera 30%.

A Saesa (Sistema de Água, Esgoto e Saneamento Ambiental), em São Caetano,  aumentou a coleta de 955,3 para 1,2 mil toneladas no período.

Oliveira afirma que os índices poderiam ser melhores se os programas públicos fossem mais inclusivos.  “O problema é que tudo passa pela mão dos catadores em um grande nível de informalidade, no lixão ou puxando carroça. Temos um exército prestando esse serviço. Essas pessoas não são reconhecidas nem remuneradas. Temos 90% dos estabelecimentos comerciais, como ferros velhos, sem registros”, explicou o docente.  

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo