#CorreAquiCrivella: Campanha usa beijo gay para apontar problemas reais no Rio de Janeiro

Por Metro Jornal

A imagem dos dois heróis se beijando que causou toda a polêmica na Bienal do Rio foi colocada por internautas em fotos de problemas do Rio com as hashtags #censuranao e #CorreAquiCrivella.

A criadora de conteúdo digital Tiê Vasconcelos postou as primeiras fotos com a montagem e depois criou um perfil no Twitter com a hashtag e dizendo que era “uma forma de mostrar situações críticas no RJ do único jeito que chama a atenção do nosso prefeito”.

Confira as imagens:

Questionada sobre o tema, a prefeitura respondeu enviando link para o vídeo em que Crivella nega censura.

Entenda o caso

O caso foi parar na Justiça depois que o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), ordenou na quinta-feira da semana passada que os exemplares do livro em quadrinhos “Vingadores – A Cruzada das Crianças”, da Marvel, que não estivessem em embalagem opaca fossem recolhidos na Bienal do Livro do Rio. Uma das páginas da HQ traz desenho em que dois personagens masculinos se beijam na boca. Crivella alegava ser um “conteúdo sexual para menores”. A prefeitura notificou a organização da Bienal que livros com essa temática vendidos sem embalagem lacrada e com advertência quanto ao conteúdo poderiam ser apreendidos.

Na sexta-feira (6), agentes da prefeitura foram ao local para apreender os livros, que já haviam se esgotado. No mesmo dia, o TJ-RJ deu liminar à organização impedindo a administração municipal de apreender os exemplares. A decisão foi cassada no sábado pela presidência do tribunal, a pedido da prefeitura.

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, suspendeu no domingo (8) a decisão da presidência do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que permitia a apreensão de livros que tratassem de temática LGBT na Bienal. Toffoli acolheu pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que afirmou na ação que a decisão do TJ-RJ “fere frontalmente a igualdade, a liberdade de expressão artística e o direito à informação”.

A Prefeitura do Rio informou que iria recorrer da decisão do ministro Dias Toffoli, pois ela não examina “o fundamento” da medida tomada pelo município, que seria “a defesa de crianças e adolescentes, com base no Estatuto da Criança e do Adolescente”. Em vídeo em redes sociais, Crivella disse que a medida não foi censura ou homofobia, mas cumprimento do estatuto.

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