Inflação medida pelo IPCA tem alta de 0,11% em agosto

Por Estadão Conteúdo

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou agosto com alta de 0,11%, ante um avanço de 0,19% em julho, informou nesta sexta-feira, 6, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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O resultado ficou levemente acima da mediana das estimativas (+0,10%), calculada pelo Projeções Broadcast a partir do intervalo, que ia de 0,07% a 0,24%. A taxa acumulada pela inflação no ano foi de 2,54%, segundo o IBGE. O IPCA em 12 meses ficou em 3,43%, dentro das projeções dos analistas, que iam de 3,39% a 3,52%, com mediana de 3,42%.

ALIMENTAÇÃO E BEBIDAS

O grupo Alimentação e Bebidas saiu de uma ligeira alta de 0,01% em julho para um recuo de 0,35% em agosto, dentro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A contribuição do grupo para a inflação saiu de zero para -0,09 ponto porcentual no período.

Os alimentos para consumo no domicílio recuaram 0,84% em agosto. A contribuição negativa mais intensa no grupo foi do tomate, que ficou 24,49% mais barato no mês, um impacto de -0,08 ponto porcentual para a inflação.

As famílias também pagaram menos pela batata-inglesa (-9,11%), hortaliças e verduras (-6,53%) e carnes (-0,75%). Por outro lado, houve reajuste nos preços das frutas (com alta de 2,14% e impacto de 0,02 ponto porcentual) e da cebola (alta de 7,05% e contribuição de 0,01 ponto porcentual).

Os custos da alimentação fora de casa subiram 0,53% em agosto, com pressões da refeição (0,52%) e do lanche (0,47%).

SERVIÇOS

A inflação de serviços desacelerou de 0,46% em julho para 0,07% em agosto, dentro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), informou nesta sexta-feira, 6, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No entanto, a taxa de inflação de serviços acumulada em 12 meses subiu de um aumento de 3,73% em julho para 3,96% em agosto. A inflação de bens e serviços monitorados pelo governo acelerou na passagem de julho para agosto, de avanço de 0,40% para 0,60%

A taxa de inflação de bens e serviços monitorados pelo governo acumulada em 12 meses passou de 3,24% em julho para 3,74% em agosto.

TRANSPORTES

As passagens aéreas pesaram menos no bolso das famílias em agosto, com redução de 15,66% nas tarifas, segundo os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O item teve o impacto negativo mais intenso na inflação do mês, -0,08 ponto porcentual, ao lado do tomate (queda de 24,49% e contribuição também de -0,08 ponto porcentual). As passagens aéreas vinham de altas intensas nos dois meses anteriores: 18,90% em junho e 18,63% em julho.

"É normal ter queda nas passagens aéreas em agosto. Você tem uma base mais alta por conta das férias de julho, então em agosto tem essa queda", justificou Pedro Kislanov da Costa, gerente do Sistema Nacional de Índices de Preços do IBGE.

O grupo Transportes saiu de uma redução de 0,17% em julho para queda de 0,39% em agosto. A contribuição do grupo para a inflação passou de -0,03 ponto porcentual para -0,07 ponto porcentual no período. Os combustíveis tiveram ligeira alta de 0,01% em agosto. A gasolina ficou 0,45% mais barata, enquanto o óleo diesel caiu 0,76%. Já o etanol subiu 2,30% em agosto.

Ainda em Transportes, o ônibus intermunicipal aumentou 0,38%, puxado pelo reajuste médio de 4,48% nas passagens intermunicipais de longo curso em Porto Alegre a partir de 1º de agosto.

ENERGIA

A tarifa de energia elétrica teve uma alta de 3,85% em agosto, após já ter aumentado 4,48% em julho, segundo a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta sexta-feira, 6, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O item deu a maior contribuição para a inflação do mês, 0,15 ponto porcentual.

"Teve uma mudança de bandeira tarifária, era amarela em julho, e agora tem a bandeira vermelha patamar 1 em agosto, isso acabou pesando", explicou Pedro Kislanov da Costa, gerente do Sistema Nacional de Índices de Preços do IBGE.

A bandeira tarifária mudou de amarela em julho, onerando as contas de luz em R$ 1,50 a cada 100 quilowatts-hora consumidos, para a bandeira vermelha patamar 1 em agosto, com cobrança adicional de R$ 4,00 para cada 100 quilowatts-hora consumidos. À exceção de Vitória (-8,64%) e Salvador (-1,37%), todas as demais regiões pesquisadas apresentaram alta na energia elétrica Em Vitória, houve redução de 6,48% no valor das tarifas a partir de 7 de agosto. Em Salvador, houve redução da alíquota de PIS/Cofins.

O gasto das famílias com Habitação subiu 1,19% em agosto, respondendo por uma contribuição de 0,19 ponto porcentual para o IPCA.

O gás encanado subiu 0,46% em agosto, em consequência do reajuste de 0,99% nas tarifas do Rio de Janeiro no início do mês Já o gás de botijão ficou 0,93% mais barato, depois que a Petrobras anunciou uma redução de 8,17% no preço do botijão de gás de 13 kg nas refinarias, a partir de 5 de agosto.

A taxa de água e esgoto aumentou 1,34%, devido a reajustes em Goiânia, Porto Alegre, Belo Horizonte, Vitória e Recife.

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