7 de Setembro: vai de verde e amarelo ou sairá de preto?

Bolsonaro pede que público participe de solenidades vestindo verde e amarelo; estudantes organizam protestos em que todos deverão ir de preto

Por Metro Jornal São Paulo

Jair Bolsonaro (PSL) participa no sábado em Brasília (DF), do seu primeiro desfile cívico-militar de 7 de Setembro como presidente e pediu ao público que participe das solenidades em todo o país vestindo verde e amarelo. Segundo o presidente, a ideia é “mostrar ao mundo que aqui é o Brasil, que a Amazônia é nossa”, como disse na terça-feira.

Em resposta, a UNE (União Nacional dos Estudantes) – que está organizando protestos para o mesmo dia em diversas cidades em defesa da educação e da Amazônia – convocou os estudantes para que saiam às ruas no feriado da Independência vestindo roupas na cor preta.

Isso já aconteceu em um episódio com o então presidente Fernando Collor, e que foi lembrado por Bolsonaro. “Eu lembro lá atrás que um presidente disse isso e se deu mal”, brincou.

Envolvido em denúncias de corrupção, em agosto de 1992 Collor quis testar sua popularidade e pediu que o povo fosse às ruas de verde e amarelo. A reação foi contrária: a população usou preto e pediu o impeachment de Collor, que no fim do mesmo ano foi afastado pelo Congresso e depois renunciou ao cargo.

Reação letal

O Ministério da Ciência e Tecnologia pediu a seus funcionários que não fiquem nas janelas no desfile de 7 de Setembro porque o Exército “pode confundir a situação como ameaça” e reagir de forma “até letal”.

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