Suspensão de contratos para zeladoria ameaça parques de São Paulo

Por Metro Jornal com Rádio Bandeirantes

Duas opções públicas de lazer e para prática esportiva do paulistano, as ciclofaixas e os parque municipais, estão com o serviço em risco por  problemas administrativos.

Montadas todos os domingos e feriados, as ciclofaixas, que liberam 117 km nas ruas para as bicicletas, não funcionaram anteontem e a prefeitura ainda não sabe quando voltarão.

As ciclofaixas estão suspensas porque o patrocinador que bancava a operação desde 2009 – sem custos para o município – desistiu do serviço.

A prefeitura procura outro patrocinador e está com processo aberto desde o dia 26 para fazer contratação emergencial do serviço. O governo disse, no entanto, que nenhuma das propostas apresentadas atende aos requisitos necessários.

Diante disso, o prefeito Bruno Covas (PSDB) admitiu ontem que o governo pode contratar o serviço por meio de licitação, porém não há prazo. A operação neste próximo domingo não está garantida. “Estamos correndo para não prejudicar mais a população”, disse Covas.

Zeladoria ameaçada

Nos parques, o problema é outro. As áreas verdes estão abertas ao público, mas a realização da zeladoria está sob risco depois que a prefeitura suspendeu, no sábado, contratos com terceirizados que realizam serviços como segurança e conservação. O prazo é de 30 dias.

O parque da Aclimação, na zona sul, abriu ontem com número reduzido de vigilantes e sem funcionários para fazer a limpeza dos banheiros, segundo reportagem Rádio Bandeirantes.

A Secretaria do Verde e Meio Ambiente disse que “realiza renegociação de contratos dos parques municipais. As unidades estão funcionando e os serviços não foram comprometidos, apesar de alguma redução de pessoal”.

Pacaembu: prazo será prorrogado

Escolhido para administrar e explorar o complexo Pacaembu (zona oeste), o Consórcio Patrimônio SP vai ganhar mais prazo para entregar a documentação necessária e pagar a outorga.

O último prazo venceu na sexta-feira e a prefeitura vai estender a data agora até o próximo dia 9. A prorrogação será publicada hoje no Diário Oficial. O contrato deve ser assinado até o dia 16.

Além dos documentos, o consórcio terá de pagar R$ 79,2 milhões de outorga (transferência da titularidade) e R$ 1 milhão para ressarcir estudos preliminares.

A concessão terá validade de 35 anos. O novo administrador assumirá a gestão e a manutenção e deverá modernizar as instalações do Pacaembu.

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