Vestibular: com debates acalorados nas redes e fake news, candidato precisa ter cautela na redação

Por Metro Jornal

Em tempos de fake news e uma avalanche de informações sendo compartilhadas nos meios de comunicação e nas redes sociais a todo momento, é preciso um pouco mais de cuidado na hora de escrever a redação cobrada nos vestibulares e no Enem. O debate polarizado gera desinformação e pode acarretar um deslize na prova. É o que diz Eva Albuquerque, professora de redação do Cursinho da Poli.

“O aluno, para se preparar, não pode se basear pela internet, por notícia de Whatsapp e nem Facebook, porque não sabe se são verdadeiras ou não. Justamente é aí que ele pode dançar”, diz. “As fake news geralmente têm cara de verdade, mas elas não têm fonte, nome do jornalista que escreveu, não têm a data, nome do blog”, completa.

Não tem erro. A professora conta que para embasar o texto é melhor lançar mão de argumentos que tenham respaldo em fatos comprovados. “Quando uma informação vem de um fato, eu já estou usando um argumento válido, porque isso vem de um fato”, explica. Pode ser um acontecimento, por exemplo, que mostra o que aconteceu em um determinado momento na história, como a ascensão do nazismo para falar de extremismos.

Albuquerque lembra que os vestibulares, como Fuvest, e o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) não costumam pautar assuntos muito polêmicos. No ano passado, o Enem cobrou uma discussão sobre uso de dados na internet. No anterior, o tema da redação foi sobre os desafios na educação de surdos.

No entanto, mesmo que o assunto não seja polêmico, o texto dissertativo-argumentativo exige um posicionamento do candidato, segundo a professora. Não é possível ficar em cima do muro.

“Ele precisa dar sua opinião, se posicionar. Um tema como a liberação dos agrotóxicos, por exemplo. Se causa ou não males para a sociedade; o que ele acha que causa, dizer por quê. Se ele acha que não causa também dizer por quê. Com a posição, ele vai encontrar argumentos para defender, a favor ou contra.”

Para ela, fica uma lição dos tempos que vivemos: na redação, é importante tomar uma posição, mas também levar em consideração o que os dois lados têm a dizer.

Ler e escrever

Além de buscar informações nas fontes certas, a redação exige outras competências do candidato. Por isso, a professora dá uma dica simples, mas poderosa, para ficar afiado: “tem que exercitar muito a leitura e a escrita”, recomenda. “Leitura para dominar o conteúdo, escrita para dominar o modo de dizer”, completa.  

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