3 em cada 4 professores apontam que maior desafio é envolver alunos, diz pesquisa do Google

Por Mattheus Goto – Especial para o Metro Jornal

Para crianças e adolescentes, são cada vez maiores as distrações em sala de aula. O professor precisa disputar atenção com inúmeros fatores: o colega da carteira ao lado, o celular que grita por atenção ou até o pensamento na brincadeira do recreio. Essa dificuldade é apontada em uma pesquisa do Google divulgada nesta quarta-feira (14), em parceria com o instituto YouGov. De acordo com o levantamento, 77% dos docentes consideram que seu maior desafio no trabalho é envolver os estudantes nas atividades.

Quase todo professor já teve que lidar com alunos mexendo em smartphones dentro da sala de aula e, em situações como essa, a tecnologia pode parecer a maior rival da educação. No entanto, a pesquisa, chamada "Challenger" ("Desafiador", em tradução livre), mostra o contrário: 95% dos professores avaliam que trazer ferramentas e aparatos tecnológicos para a sala de aula torna o aprendizado mais atraente e prepara os estudantes para o futuro.

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Para chegar a tais números, a empresa entrevistou, por meio de um formulário on-line, 300 educadores e 500 pais, de alunos com idades entre 6 e 18 anos. Os familiares também enxergam o potencial da tecnologia em relação ao engajamento dos estudantes – 91% acreditam que modernizar a sala de aula pode envolver mais os pequenos.

Sobre o aprendizado, 88% dos pais pensam que a tecnologia ajuda as crianças a reterem informação, e 74% consideram que ela permite que os alunos aprendam em seu próprio ritmo.

"Hoje em dia os alunos não têm paciência", afirma o líder do projeto Google for Education para a América Latina, Daniel Cleffi, sobre a inquietude da nova geração. "O mundo lá fora tem sido muito diferente da sala de aula", completa.

Como executivo de uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, ele acredita que a inovação não veio para substituir atividades lúdicas, mas que é a chave para solucionar inúmeros problemas da educação atualmente.

Solução tecnológica

Daniel Cleffi Daniel Cleffi. / Divulgação/Google for Education

Ainda de acordo com os dados da pesquisa, 60% dos professores dizem que não têm tempo suficiente para fazer todos os afazeres de sua profissão. E mais, 90% deles concordam que a tecnologia pode ajudá-los a economizar tempo, colaborando para uma correção mais rápida de provas, por exemplo.

Uma das soluções apresentadas pelo Google é a implementação de Chromebooks, notebooks desenvolvidos pela companhia, na rede pública e privada de ensino. O projeto pretende compreender melhor as visões de pais e educadores para contemplá-las por meio de aparelhos modernos. "A ideia é impactar a educação no Brasil da forma mais ampla possível", diz Cleffi.

No entanto, o executivo entende que ainda existem muitas barreiras, sendo a maior delas a restrição orçamentária. Afinal, além da compra de laptops, é necessário que as escolas tenham uma infraestrutura adequada para adotar os aparelhos, que demandam conectividade. É esse dilema que fica acerca da discussão, com a promessa de preços mais baixos para os Chromebooks – que custam cerca de R$ 1,1 mil por unidade, segundo o executivo.

Conscientes dessa realidade, 82% dos instrutores demonstraram preocupação com a equidade de acesso quando se trata de tecnologia nas escolas. Mas, de forma geral, eles se mantêm otimistas, com 81% considerando que a parte mais importante do seu trabalho é ensinar aos alunos as habilidades do futuro.


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