Além do calor: mudanças climáticas também podem causar fome e migração

Por Ansa

O aquecimento global causado pelo ser humano provocará temperaturas extremas, como secas e chuvas torrenciais em todo o mundo, prejudicando a produção agrícola e a segurança alimentar. Esta é a previsão feita pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, das Nações Unidas (ONU), em relatório divulgado na manhã desta quinta-feira (8).

De acordo com o documento, as populações mais pobres da África e da Ásia, afetadas por guerras e fluxos migratórios, serão as mais prejudicadas pelo aquecimento global e pela escassez de alimentos. Já as Américas do Norte e Sul, o Mediterrâneo e a África podem sofrer com um maior número de incêndio e desertificações.

O relatório divulgado hoje se concentra principalmente na relação entre as mudanças climáticas, o uso do solo e a produção agrícola. Ele foi escrito por 66 especialistas e pesquisadores de todo o mundo. O relatório conclui que a produção sustentável de alimentos, a gestão das florestas e do carbono orgânico no solo, a conservação dos ecossistemas e as dietas "plant-based" são instrumentos para reduzir os gases causadores doe efeito estufa.

Seria uma medida imediatamente eficaz a conservação de ecossistemas que capturam grandes quantidades de carbono, como os pântanos, zonas úmidas, pastagens, manguezais e florestas.

De acordo com os especialistas, a fome no futuro também poderia ser combatida se mais pessoas reduzissem o consumo de carne, dando preferência a uma dieta baseada em plantas.

Em outubro de 2018, o IPCC tinha publicado um outro relatório no qual alertava que, se o mundo não reduzisse imediatamente a produção de gases causadores do efeito estufa, em 2030 o aquecimento global superaria em 1,5ºC os níveis pré-industriais, causando danos severos, como escassez de água, incêndios e instabilidade na produção de alimentos.


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