‘Tesouraria’ do PCC movimentava R$ 1 mi por mês

Por Metro Jornal Curitiba

A PF (Polícia Federal) afirma que um núcleo financeiro da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) movimentava cerca de R$ 1 milhão mensalmente de dentro da PEP (Penitenciária Estadual de Piraquara) 1, em Piraquara, região metropolitana de Curitiba, no Paraná.

Operação deflagrada ontem contra o grupo expediu 30 mandados de prisão, dos quais 26 haviam sido cumpridos até ontem. Oito deles eram para pessoas já detidas. Outros 55 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em 11 cidades do Paraná, 6 de São Paulo e em localidades de 5 estados: Acre, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco e Roraima.

Segundo o coordenador da operação Cravada, o delegado Martin Bottaro Purper, a contabilidade da organização em todo o país era feita na PEP 1. Dos quatro detentos da unidade, um já havia sido isolado dos outros presos. Outros atuavam de dentro da Penitenciária de Valparaíso, em São Paulo.

Purper disse que os cerca de R$ 1 milhão movimentados por mês era valor arrecadado entre membros da facção. O dinheiro era usado para ajudar integrantes e familiares em dificuldades, remunerar informantes, adquirir drogas e armas, financiar a prática de crimes e pagar custos.

A PF solicitou o bloqueio de 418 contas bancárias que seriam utilizadas pelo PCC para movimentar os valores. Foram apreendidas planilhas de contabilidade dentro da PEP 1 e bilhetes enviados aos presos.

“Quem fica devendo é excluído ou espancado. Eles se valem desses meios bárbaros. Os líderes têm bastante dinheiro para praticar crimes e a base sustenta”, disse Purper.

O delegado revelou que membros do PCC aceitam castigos físicos para não serem excluídos ou pagam as dívidas praticando crimes. Segundo ele, os integrantes podem utilizar a “marca” da organização após o pagamento.

Bilhetes

A PF estuda pedir aos órgãos responsáveis pela administração de presídios que limitem visitas a integrantes de facções criminosas. Durante a operação ontem, os policiais apreenderam bilhetes dentro da penitenciária que teriam sido levados por visitantes.

“A apreensão desses bilhetes, que eles chamam de ‘bate-bola’, comprova o que investigamos desde fevereiro, que esta é uma das principais formas de comunicação das lideranças”, disse Purper. O pagamento aos informantes custaria cerca de R$ 300 mil mensais.  


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