Governo coloca à venda mais de 600 imóveis de traficantes

Por Metro Jornal com Band

Apartamentos perto do mar no Rio de Janeiro, fazendas e chácaras no interior de São Paulo e do Paraná, lotes no Mato Grosso do Sul e em Minas Gerais e outros 600 imóveis que um dia foram de traficantes em todo o país estão sendo colocados à venda pelo governo federal.

Os bens foram apreendidos em operações contra o tráfico de drogas e estão listados em painel georreferenciado lançado em julho pelo governo. Por meio de um mapa – disponível no site do Ministério da Justiça e Segurança Pública –, a ferramenta mostra a localização exata e informações de 612 imóveis.

A ideia da Senad (Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas) é colocar todos à venda e utilizar os recursos para financiar ações de combate ao tráfico e projetos de prevenção ao uso de entorpecentes.

De acordo com o órgão, 143 imóveis já estão prontos para serem vendidos e devem ser leiloados pelo governo ainda neste ano. Não há estimativa dos valores que poderão se arrecadados.

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As vendas já ocorrem, mas deverão ser agilizadas por MP (medida provisória) editada em junho pelo governo que permite, entre outras regras, que os imóveis sejam negociados antes mesmo que os processos judiciais sejam concluídos.

“[A MP] Trouxe a possibilidade de que esses bens possam ser vendidos abaixo do valor de mercado. Em muitos deles, pagamos taxas condominiais para mantê-los. Com a venda, conseguimos transformar esses ativos em recursos para serem empregados em políticas publicas”, afirmou diretor de gestão de ativos da Senad, Igor Montezuma.

São Paulo é o estado com mais bens na lista (134), seguido do Mato Grosso do Sul (91), Minas Gerais (79), Rio Grande do Sul e Paraná (47, cada) e Rio de Janeiro (43).

A Senad informou ao Metro Jornal que entre os bens disponíveis estão imóveis apreendidos em operações como a Brabo – que apontou a participação do PCC (Primeiro Comando da Capital) no tráfico internacional de drogas a partir dos portos –, a Sem Saída – que prendeu o traficante Cabeça Branca – e a Planum – que desbaratou quadrilha que teria movimentado R$ 1,4 bilhão em três anos.

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