Não fumar elimina chance de desenvolver câncer de pulmão? Pesquisas alertam que não

Por Rádio Band News

No mês de conscientização sobre câncer de pulmão, pesquisas alertam para casos da doença relacionados a problemas que vão além do tabagismo.

Há três anos, aos 49 anos de idade, o funcionário público Ailton Lima descobriu um tumor no pulmão direito, mesmo sem nunca ter tido o hábito de fumar.

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O tabagismo é causador de 90% dos casos de câncer de pulmão. No entanto, n caso do Ailton, a doença se desenvolveu por uma mutação genética específica: o oncogene ALK, que está presente em cerca de 5% dos casos de não pequenas células.

Esse é o tipo de câncer pulmonar mais comum entre os pacientes que nunca fumaram.

O oncologista Fernando Maluf lembra que os casos dependem do histórico de cada pessoa: "nem todo mundo que fuma vai ter câncer de pulmão; alguns podem ter infarto ou AVC, outros enfisema pulmonar, então existe uma predisposição de cada um".

O fumante passivo pode apresentar sintomas do câncer de pulmão depois de cinco a dez anos de exposição ao tabaco e o mês de agosto foi escolhido para alertar para casos como esse.

Aqui no Brasil, o Instituto Vencer o Câncer lembra que há estudos relacionando também a poluição ao aparecimento de tumores. O tratamento do câncer de pulmão é realizado por via oral e focado no perfil de cada paciente.

No Brasil, é o segundo tipo de tumor mais comum em homens e o quarto entre as mulheres, e tem como principais sintomas tosse, falta de ar, cansaço extremo e presença de sangue no escarro.


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