Campanha nacional vai estimular aleitamento materno

Por Metro Jornal

O Ministério da Saúde vai retomar levantamentos sobre a amamentação para saber como ela é praticada no país e, assim, traçar planos para estimular o aleitamento materno no Brasil.

Essa é uma das ações anunciadas ontem como parte da Semana Mundial da Amamentação, que começa hoje. Segundo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, a última pesquisa sobre o assunto foi em 2008.

Também será lançada uma campanha nacional de estímulo ao aleitamento, com foco na rede de amparo à mãe que está amamentando: família, amigos e profissionais de saúde.

Mandetta anunciou que vai habilitar 39 locais como Hospital Amigo da Criança, que vão receber R$ 2 milhões por ano para ajudar nas práticas de estímulo à amamentação. Deles, 31 terão a habilitação renovada e 8 são novos, 4 deles no estado de São Paulo.

O Hospital Maternidade Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte, é uma das unidades habilitadas como Amigo da Criança. A pediatra Marina da Rosa Faria,  do hospital, explica a importância do aleitamento. “O leite materno contém mais de 200 substâncias. Além de fornecer os nutrientes adequados ao bebê, elas também o protegem  contra as infecções e doenças próprias da infância.”

O hospital mantém um banco de leite materno que recebe doações. Além disso, as mães de bebês internados são estimuladas a amamentar seus filhos, como fazia ontem Jorgina dos Santos a seu filho Thomas.

Doação sobe 24% no estado

Entre 2015 e 2018, segundo a Secretaria Estadual da Saúde, a distribuição de leite materno no SUS (Sistema Único de Saúde) no estado cresceu 24,4%, passando de 34 mil litros em 2015 para 43 mil no ano passado.

A quantidade de leite coletada também subiu, passando de 46 mil em 2015 para 54 mil em 2018.

Os benefícios do leite materno para o bebê

• Proteção. Protege a criança de doenças como diarreia, infecções respiratórias e alergias.

• Menor risco de obesidade. Reduz risco de desenvolver hipertensão, colesterol alto, diabetes, sobrepeso e obesidade na vida adulta.

• Menor mortalidade. Capaz de reduzir em 13% a mortalidade por causas evitáveis em crianças menores de cinco anos.

• Menos cólicas. Por ser de mais fácil digestão para o bebê, o leite materno provoca menos cólicas e a sucção colabora para o desenvolvimento da arcada dentária, da fala e da respiração.

Posição do bebê ao mamar é maior dificuldade das mães

Uma das maiores dificuldades relatadas pelas mães que estão amamentando é acertar a posição do bebê para que ele faça a pega – maneira que ele pega na mama –, segundo a pediatra Marina da Rosa Faria, do Hospital Maternidade Vila Nova Cachoeirinha.

A médica diz que essa dificuldade pode desencadear um processo dolorido, que vai desde machucados no bico do peito até a mastite –quando a mama fica muito cheia e tem infecções – pela dificuldade de amamentar.

A principal dica que ela dá é a massagem da mama. Segundo Marina, para fazer a massagem corretamente deve-se apoiar a mama em uma mão e, com os dedos, massagear em volta da aréola. Depois, com as duas mãos, massagear a mama.

O leite excedente pode ser doado aos bancos de leite materno, como fez a dona de casa Patrícia Gomes Costa, de 28 anos: “Trazia 3 vidros todos os dias”. Patrícia é mãe dos gêmeos Lorenzo e Kauan, que nascera prematuros. Ela precisava ordenhar para alimentar os filhos e o que sobrava deixava para o banco.


Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo