46 detentos do presídio de Altamira serão transferidos; número de mortes sobe para 57

Por Metro Jornal com Estadão Conteúdo

Após o confronto na manhã desta segunda-feira (29) no Centro de Recuperação Regional de Altamira, no Pará, o gabinete de Segurança Pública do Estado determinou a transferência de 46 presos envolvidos no caso. Dez deles serão enviados ao regime federal, e os demais, redistribuídos por penitenciárias do Pará.

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Entre os detentos, estão 16 identificados como líderes das facções envolvidas no embate, que deixou 57 mortos. De acordo com a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará, o confronto começou após líderes do Comando Classe A (CCA) incendiarem uma cela habitada por membros do Comando Vermelho (CV).

41 detentos morreram asfixiados, e outros 16 foram decapitados. Um caminhão frigorífico teve de ser utilizado para a remoção dos corpos, realizada pelo Centro de Perícias Científicas Renato Chaves.

Ainda nesta segunda-feira, o ministro da Justiça Sérgio Moro conversou com o governador do Pará, Helder Barbalho, sobre a transferência de líderes das facções para presídios federais. No início do ano, alguns chefes do Primeiro Comando da Capital (PPC), incluindo Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, foram transferidos de Rondônia para a penitenciária de Brasília.

De acordo com a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe), o massacre em Altamira foi motivado por uma briga entre as facções rivais Comando Classe A (CCA) e Comando Vermelho (CV) e teve início por volta das 7 horas, quando detentos do bloco A, onde estão custodiados presos do CCA, invadiram o anexo que funciona em um contêiner adaptado onde ficavam os presos ligados ao CV. No início da tarde, o motim estava encerrado.

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