50 anos depois, Nasa se prepara para fazer novo pouso na Lua

Por Eduardo Ribeiro - Metro Jornal

Em 20 de julho de 1969 acontecia a primeira visita do homem à Lua, pela missão americana Apollo 11. Dentro da cabine do módulo lunar Eagle (águia, em inglês), os astronautas Neil Armstrong, Edwin “Buzz” Aldrin e Michael Collins consumavam o objetivo final de uma viagem que começara oito anos antes, com um discurso do então presidente John F. Kennedy. O país estava mergulhado na Guerra Fria e a União Soviética liderava a corrida espacial.

Mas Kennedy jurou que os Estados Unidos seriam os primeiros a enviar uma missão tripulada à Lua. O foguete mais potente construído até então, o Saturno 5, foi designado para cumprir a promessa. Na data marcada, às 9h32, horário da Flórida, a Apollo 11 decolou do Centro Espacial Kennedy, arrancando do solo a uma velocidade de 28.800 km/h.

Quatro dias, 6 horas e 45 minutos depois, Armstrong abria a escotilha, descia a escada e, finalmente, pisava em solo lunar. Calcula-se que 1 bilhão de telespectadores na Terra assistiam tudo ao vivo por meio da câmera instalada no módulo. “É um pequeno passo para um homem, um gigantesco salto para a humanidade”, disse ele para marcar aquele momento histórico. Quinze minutos depois Aldrin se juntava a ele. Por duas horas, ambos recolheram 21 kg de amostras do solo. Após 22 horas na Lua, era hora de voltar para casa.

Na manhã de 24 de julho, o módulo caía no oceano Pacífico em segurança, com o auxílio de três paraquedas. A Nasa investiu US$ 100 bilhões na empreitada. Outras seis missões tripuladas foram enviadas à Lua até o fim do Projeto Apollo, em 1972.

Após 50 anos, a Nasa quer ir além. Para isso já está construindo um novo foguete. A ideia é que a Lua sirva de trampolim para expedições a outros planetas, como Marte (até 2030), Júpiter e Saturno.

O presidente Donald Trump determinou que o plano de voltar à Lua se cumpra até 2020, quando tentará a reeleição. Em 2024, será enviado um outro foguete, com pessoas a bordo da cápsula Orion, transportando o Posto Avançado Lunar, base que humanos poderão habitar. Ali, para fins de estudos biológicos, deve ser concebido o primeiro humano extraterrestre, dando início a uma nova era para a humanidade.

Análise: Homem deve voltar à Lua

É muito importante que o homem retorne à Lua. Além de aprimorar a nossa tecnologia aeroespacial, a iniciativa colaboraria com o desenvolvimento de outras áreas fundamentais para a humanidade, como a medicina.

Como ficou provado, a chegada do homem à Lua ampliou nosso conhecimento e expandiu nossos limites. A corrida espacial entre Estados Unidos e a então União Soviética nos anos 1950/1960 foi decisiva para impulsionar avanços na computação e nas telecomunicações e na criacão de diversos equipamentos e objetos tão comuns no nosso dia a dia.

Além de novas descobertas científicas proporcionadas pela sofisticada tecnologia de hoje, a volta do homem à Lua no século 21 também é necessária para viabilizar a primeira viagem tripulada a Marte.

O satélite deve ser usado como local de pouso e de passagem. Uma escala em solo lunar, com o estabelecimento de uma base habitada permanente, é fundamental para estocagem do equipamento e combustível necessários para a sobrevivência dos tripulantes na longa jornada até o planeta vermelho.

O posto também serviria para observar a própria Terra. Levando em conta que é sempre a mesma face da Lua que fica voltada para nosso planeta, seria possível fazer, por exemplo, um monitoramento sísmico e climático do planeta, além de ampliar nosso conhecimento sobre o espaço. Sem dúvida, um outro salto gigantesco para a humanidade.

João Eduardo de Souza da Fonseca
35 anos, diretor do Planetário do Ibirapuera, em depoimento ao Metro Jornal

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