Onde investir se a Selic cair este ano?

Por Metro Jornal São Paulo

Em meio a estimativas cada vez mais fracas para o crescimento do Brasil, os economistas esperam que o Banco Central reduza neste ano a taxa básica de juros, hoje em 6,5% ao ano. A projeção é de quatro cortes, a partir do final de julho, com a Selic chegando a 5,5% ao ano em dezembro.

Se as previsões se confirmarem, os investimentos de renda fixa se tornarão ainda menos atrativos. Segundo simulação feita pela gestora de investimentos digitais Magnetis, nesse cenário, a rentabilidade da poupança, por exemplo, recuaria de 4,55% para 3,85% em uma aplicação de um ano.

“Hoje a poupança rende 70% da Selic e há diversas opções seguras e com melhor rentabilidade no mercado”, afirma o economista e consultor da Magnetis Daniel Jannuzzi. Na renda fixa, o especialista cita o Tesouro Selic, que rende próximo de 98% da Selic (já líquido dos custos),  CDBs de bancos médios, que podem render mais que 100% do CDI, e fundos DI, com custo de até 0,30% ao ano.

Januzzi afirma que a queda da Selic não deve significar uma migração de todos os recursos para ativos de risco. “O  ideal é que o investidor tenha uma carteira diversificada composta por ativos com características diferentes. Essa segurança beneficia o resultado da carteira como um todo e reduz os riscos ao longo do tempo. Nesse sentido, a renda fixa sempre deverá fazer parte da carteira”, afirma.

Se a carteira do investidor já for composta por aplicações de renda fixa, o economista diz que vale a pena avaliar incluir outros tipos de aplicações no portfólio, como fundos multimercado, ações e ETFs (Exchange Traded Funds), que são fundos de índices negociados em bolsas.

Januzzi ressalta, no entanto, que investir em ativos de risco é uma boa opção quando se tem o perfil e o prazo para isso. Ou seja, tem que estar disposto a correr riscos. “É importante lembrar que não é porque a taxa de juros caiu que o seu perfil de risco mudou”, afirma.

Para quem quer aplicar em ações, a estratégia é diversificar os investimentos para ter mais segurança e controle do nível de risco, evitando ter altos e baixos muito bruscos das carteiras.

“O mercado de ações é imprevisível no curto prazo, por isso sempre recomendo a diversificação da carteira com ativos tanto no Brasil quanto no exterior. Assim, o investidor não fica sujeito apenas às variações que impactam a economia brasileira, como a aprovação da reforma da Previdência”, orienta.

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