Professor que matou diretor da UENP vai a júri popular

Por Fernando Garcel - Paraná Portal

O professor que confessou matar o diretor do campus de Cornélio Procópio da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), Sérgio Roberto Ferreira, vai a júri popular.

Suspeito marcou encontro com diretor da UENP; OUÇA
Diretor morre após agressões dentro de campus da Universidade Estadual do Norte do PR

Laurindo Panucci Filho responde por matar o colega dentro da universidade na noite de 20 de dezembro do ano passado. Segundo as investigações, a ação foi premeditada e ele atraiu a vítima para o local do crime, lá ele deu diversos golpes com uma machadinha, sem dar chance para Sérgio pudesse se defender.

O professor está detido em uma cela especial da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) desde a última quarta-feira (3).
O crime

A polícia acredita em crime premeditado pois o suspeito havia comprado uma machadinha no dia anterior, marcou um encontro com o diretor no campus após o expediente e usou a ferramenta nas agressões. Sérgio Roberto Ferreira teve lesões no crânio, pescoço e joelho.

O diretor estava em casa quando recebeu a ligação de Laurindo, professor da instituição, por volta das 19 horas. Na gravação, o homem pede para que a vítima volte para a UENP para pedir esclarecimentos sobre “um negócio estranho”. Ouça:

O diretor foi encontrado por funcionários no chão de seu escritório muito machucado e com ferimentos na cabeça poucas horas depois.

Ele recebeu atendimento do Siate e foi encaminhado à Santa Casa de Cornélio, mas não resistiu. No local, havia um papel com uma advertência para o professor Laurindo Panucci Filho, o que pode ter motivado o crime.

Sérgio Roberto Ferreira atuava como professor do curso de Administração desde 1990, foi coordenador e chefe de departamento e atualmente cumpria o segundo mandato como diretor do Campus.

O suspeito foi detido em em Teodoro Sampaio (SP), cerca de 220 quilômetros de Cornélio Procópio, em casa. Segundo a Polícia Civil, ele confessou ter agredido o diretor. No local, a polícia apreendeu a machadinha que teria sido utilizada no crime. Na audiência de custódia, o suspeito fala em “equívoco”. Veja:


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