Deslocamentos no meio do dia passam 'horários de pico' em São Paulo

Por Metro Jornal

As viagens iniciadas às 12h são a maioria dos deslocamentos feitos na Grande São Paulo, segundo dados da pesquisa Origem-Destino feita pelo Metrô a cada dez anos, que avalia toda a mobilidade da região.

As 5,2 milhões de viagens iniciadas nesse horário em média superam as 4,5 milhões do pico da manhã e 4 milhões da tarde. A alta foi de 30% sobre os 4 milhões de deslocamentos que começavam ao meio-dia em 2007.

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Exatamente nesse horário, a babá Rosemeire de Lima, 36 anos, inicia a volta do trabalho, no Paraíso, para casa, perto do shopping Interlagos, ambos na zona sul. Rosemeire afirma que antes usava só ônibus, gastando cerca de uma hora, mas, depois que a linha 5-Lilás se interligou com o restante da rede metroviária, passou a tomar metrô em parte da viagem, reduzindo o tempo para meia hora. “Meu patrão até se admirou.”

Na exposição da pesquisa, o Metrô apontou como um dos motivos para essa mudança no pico o aumento da fatia da população sem endereço fixo de trabalho: passou de 4,1% do total para 12,5%, e para essa população não há também hora fixa para se deslocar, aumentando as viagens fora dos picos da manhã e da tarde. Outro motivo que se destaca nas viagens desse horário é a educação, disse o presidente do Metrô, Silvani Pereira.

Desigualdades

Para o pesquisador de mobilidade do Idec, Rafael Calabria, chamou a atenção na pesquisa o aumento do uso do metrô pela classe alta e do uso de carro pela camada mais pobre. “Mostra os investimentos que foram feitos na área que os mais ricos vivem”, afirmou, destacando a linha 4-Amarela do Metrô. “A população de classe alta está recebendo mais opções de mobilidade.”

Para o presidente do Metrô, a expansão da linha 4 de fato contribuiu para mais pessoas de classe média usarem o modal, mas ele ressalta: “Essa linha também tem acesso para a população de baixa renda porque vai até os bairros”.


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