Alemã será 1ª mulher a liderar União Europeia; britânicos dão as costas para hino

Por Metro Jornal

O Conselho Europeu anunciou na terça-feira (2) os nomeados aos principais cargos da UE (União Europeia). A alemã Ursula von der Leyen, vice-presidente da CDU (União Democrata Cristã), será presidente da Comissão Europeia, a primeira mulher a ocupar o cargo, no lugar de Jean-Claude Juncker, de Luxemburgo.

O órgão executivo do bloco tem como função propor leis em temas variados, incluindo migração, clima, negociações de acordos comerciais com países terceiros e políticas orçamentárias dos países-membros.

A francesa Christine Lagarde, hoje diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), foi apontada para substituir o italiano Mario Draghi na presidência do Banco Central Europeu a partir de novembro.

Para o comando da diplomacia da UE foi nomeado o ministro das Assuntos Exteriores da Espanha, Josep Borrell Fontenelles, na figura do alto representante para Assuntos Exteriores e Política de Segurança, sucedendo a italiana Federica Mogherini.

As nomeações ainda dependem de confirmação pelo Parlamento Europeu, que inaugurou na terça sua nova legislatura, com os deputados eleitos no fim de maio passado (ao lado).

Já o primeiro-ministro da Bélgica, Charles Michel, foi eleito diretamente como o novo presidente do Conselho Europeu, hoje liderado pelo polonês Donald Tusk, e não depende de demais etapas no processo de nomeação.

As negociações para um consenso foram tensas e longas, tendo começado no último domingo e se estendido por três dias. Na segunda-feira, a ala conservadora do parlamento conseguiu barrar a escolha do social-democrata holandês Fran Timmermans para a presidência da Comissão Europeia.

Eurodeputados britânicos dão as costas para o hino da UE

Também nesta terça aconteceu a posse dos 751 deputados eleitos no fim de maio para o Parlamento Europeu. Entre os 73 representantes do Reino Unido, 29 decidiram protestar no momento em que foi executado o hino da União Europeia, em Estrasburgo (França). Integrantes de partidos a favor do “brexit” – a saída do Reino Unido da UE –, eles ficaram de pé, mas viraram de costas para os músicos.

Também do lado de fora do Parlamento Europeu, a manhã foi marcada por protestos, a maioria de separatistas catalães eleitos em maio e impedidos de tomar posse na sessão inaugural.

De acordo com a polícia, às 9h30 havia ao menos 4.000 pessoas protestando na frente do edifício do Parlamento Europeu, empunhando bandeiras da Catalunha.

Os três lugares dos eurodeputados separatistas catalães (que negam a autoridade de Madri) vão ficar vazios porque o governo espanhol bloqueou a possibilidade de tomada de posse devido às circunstâncias jurídicas em que eles se encontram.

Britânicos eleitos para um parlamento que não aceitam Britânicos eleitos para um parlamento que não aceitam / Vincent Kessler/Reuters

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