Estoque de soro contra raiva está baixo no país, diz Ministério da Saúde

Por Metro Jornal

Problemas de entrega do fornecedor contratado pelo Ministério da Saúde levaram a falta de soro antirrábico no país, cuja distribuição está sendo racionada.

De acordo com o Ministério da Saúde, devido a “reprogramações dos cronogramas e pendências de entrega pelo laboratório produtor, o soro antirrábico humano tem sido distribuído aos estados de forma parcial”. Um dos critérios de distribuição, diz a pasta, é avaliação dos estoques disponíveis.

Diante da escassez do insumo, o ministério informou que tem reforçado com os estados a necessidade do uso racional dos soros. A pasta informou que deve assinar contrato com o Instituto Butantan nos próximos dias, “que irá ampliar a produção do soro para atender a demanda dos estados a partir de agosto”. Procurado, o Butantan não soube confirmar ontem se há de fato essa tratativa.

A veterinária Marilu Martins Gioso explica que, quando um ser humano é arranhado ou mordido por um animal suspeito de ter raiva, ele é encaminhado imediatamente para atendimento em posto de saúde.

“O animal sob suspeita da doença tem que ficar isolado de outros, sob observação por dez dias”, afirmou. Se não apresentar sintomas de raiva, é liberado. A veterinária explicou ainda que a confirmação da raiva se dá por exames específicos.

Entenda a doença da raiva

  • O que é
    A raiva é uma doença infecciosa viral aguda, que acomete mamíferos, inclusive o homem, e caracteriza-se como uma encefalite progressiva e aguda com letalidade de aproximadamente 100%
  • Como é transmitida
    Pela saliva de animais infectados, como cães, gatos e morcegos, principalmente por mordedura, mas também por arranhadura
  • Tratamento
    O paciente deverá procurar assistência médica imediata em unidade de saúde para ser medicado. Quanto ao ferimento, deve-se lavar abundantemente com água e sabão e aplicar produto antisséptico
  • Sintomas
    Duram de 2 a 10 dias e são: mal-estar geral; pequeno aumento de temperatura; anorexia; cefaleia; náuseas; dor de garganta; entorpecimento; irritabilidade; inquietude; sensação de angústia.
  • Complicações
    Se não for tratada, a infecção da raiva progride, evoluindo para sintomas mais graves e complicados, como: ansiedade e hiperexcitabilidade crescentes; febre; delírios; espasmos musculares involuntários, generalizados, e/ou convulsões. Os espasmos musculares evoluem para quadro de paralisia, levando a alterações cardiorrespiratórias, retenção urinária e prisão de ventre

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