Grávida baleada na barriga pode responder pela morte do feto

Por Metro Jornal

Uma jovem do estado de Alabama, EUA, pode responder por homicídio após envolver-se em um conflito que a fez perder seu bebê. Marshae Jones, de 28 anos, levou um tiro no estômago enquanto estava grávida de cinco meses – e agora está sendo acusada pelas autoridades do condado de Jefferson de iniciar a briga corporal que culminou nos disparos.

Detalhes sobre o tiroteio que atingiu a mulher e o feto não foram divulgados até o momento, porém a polícia trabalha com a hipótese de que Marshae e a atiradora, Ebony Jemison, entraram em conflito sobre o pai do bebê. Os disparos ocorreram no estacionamento de uma loja de departamentos, e a gestante foi levada para um hospital e submetida a cirurgia.

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Ebony Jemison foi inicialmente acusada de homicídio pela morte do bebê, porém acabou sendo liberada por omissão do grande júri, que não divulgou decisão sobre o caso. Marshae não teve a mesma sorte.

Oficiais afirmam que Jones falhou em proteger o feto de perigo em potencial, e a critica por "procurar disputas físicas desnecessárias". O tenente Danny Reid, do Departamento de Polícia de Pleasant Grove, opina que "a única vítima real nisso foi o bebê".

"Quando uma mulher grávida de cinco meses inicia uma briga e ataca outra pessoa, acredito que ela tem alguma responsabilidade sobre os danos ao feto", justificou o tenente. Até a manhã da quinta-feira (27), Marshae aguardava em detenção numa prisão do condado de Jefferson.

No estado do Alabama, onde a jovem está sendo detida, a legislação considera o feto como vítima em casos de violência contra gestantes. O feto é considerado também uma "pessoa" em qualquer estágio de gestação para crimes de homicídio ou agressão, com ressalva para casos de aborto.

Em decisões anteriores, grávidas foram condenadas por uso de substâncias ilícitas, ou mesmo por provocar um acidente de carro que causou a morte do feto.


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