Ex-aluno da Unifran que fez trote machista com calouros é alvo de inquérito do MP

Por Metro Jornal

Um ex-aluno da Universidade de Franca (Unifran) é alvo de uma ação civil do Ministério Público de São Paulo após ter feito um trote de cunho "machista misógino, sexista e pornográfico" com calouros e calouras da instituição em fevereiro deste ano. O MP pede que Matheus Gabriel Braia seja condenado a reparar danos morais coletivos e sociais.

Caso o Judiciário condene Braia, ele poderá pagar até 40 salários mínimos como reparação aos danos morais coletivos, e um valor ainda a definir por danos sociais.

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Braia foi convidado para participar do trote universitário com calouros do curso de medicina, por ser ex-aluno da Unifran e ex-integrante da Atlética Acadêmica Dr. Ismael Alonso y Alonso (Atlética do curso de Medicina da Unifran).

No entanto, Braia passou a entoar "juramento" que sujeitou os ingressantes e, principalmente, as ingressantes, a situação humilhante e submissa. Segundo a Promotoria, o conteúdo do “juramento” é marcado por ofensas diretas não só aos inúmeros estudantes da Uni-Facef, autarquia municipal, como também aos alunos e alunas do curso de Odontologia da própria Unifran.

Todavia, as ofensas não se restringiram aos citados estudantes, mas, especialmente, às mulheres em geral, por conter conteúdo machista, misógino e preconceituoso contra elas.

"O discurso ofendeu incontáveis mulheres, tendo vários grupos e entidades repudiado o discurso proferido pelo requerido Matheus Gabriel Braia. Notas foram publicadas em redes sociais, repelindo a atitude agressiva do requerido, em razão de seu caráter preconceituoso, machista e misógino", frisa o promotor na ação, Paulo César Corrêa Borges, destacando ainda pontos como a vulnerabilidade da mulher na sociedade, a objetificação feminina e cultura do estupro.


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