Vendas de consórcios crescem 27% entre janeiro e abril de 2019

Por Metro Jornal

Com um aumento de 16,9% nas vendas de novas cotas, os negócios no segmento de consórcios cresceram 27,5%  nos primeiros quatro meses do ano em relação a igual período de 2018, atingindo R$ 38,86 bilhões. As adesões somaram  921,5 mil entre janeiro e abril, segundo a Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios).

Segundo Eliane Tanabe, planejadora financeira, a principal vantagem da modalidade é a não incidência de juros. “Geralmente, o consórcio conta com valor das parcelas mensais menores do que no financiamento”, diz a especialista certificada pela Planejar (Associação Brasileira de Planejadores Financeiros), acrescentando que a taxa de administração e outros custos do consórcio são diluídos nas parcelas mensais.

Para Eliane, a principal desvantagem é ter de esperar ser sorteado. “Se há urgência na aquisição do bem, o financiamento será a melhor opção. O preço para isso é pagar os juros”, afirma.  Além disso, quem adere ao consórcio pode ser surpreendido com o aumento das parcelas devido a reajustes de acordo com a elevação do valor do bem ou serviço ou correções de inflação.

A especialista ressalta ainda que no consórcio, em caso de desistência da compra do bem, o valor já pago só poderá ser reembolsado mediante a contemplação nos sorteios ou no encerramento do grupo com o pagamento das devidas taxas e outros custos.

Para escolher entre financiamento e consórcio, diz a planejadora, é importante observar o equilíbrio das reservas financeiras necessárias para outros fins e analisar ao longo do tempo o impacto no seu fluxo de caixa e orçamento mensal.

“Vale ressaltar que também há a opção da aquisição à vista, não sendo necessário pagar juros ou taxa de administração e, ainda, poder obter descontos pelo pagamento antecipado total”, acrescenta.


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